O orçamento do governo de Minas para 2013 seguirá a Emenda Constitucional 29 e destinará 12% da receita para a saúde. Serão R$ 4,3 bilhões. O secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge Marques, garante que os recursos serão suficientes para reduzir as demandas do setor. Entre as novidades anunciadas, está a criação de 230 leitos de UTI neonatal. 

Os investimentos na rede hospitalar somarão R$ 800 milhões. Além do Hospital Metropolitano de Belo Horizonte, no Barreiro, em parceria com a prefeitura, o Estado promete construir unidades em Governador Valadares, Teófilo Otoni, Além Paraíba, Nanuque e Novo Cruzeiro. Vai investir ainda nas de Juiz de Fora, Uberaba, Sete Lagoas e Divinópolis. 
 
O transporte de pacientes terá reforço de 400 ambulâncias, 300 veículos de apoio e 133 micro-ônibus. O Samu, presente em 235 municípios, passará a atender em 578 em 2013, garantiu o secretário.
 
As Unidades Básicas de Saúde alcançam 78% da população mineira, com 30 mil atendidos por dia. São 184, com 4.438 equipes do Programa Saúde da Família. Em fevereiro do próximo ano, começam a funcionar mais cem unidades. 
 
Em relação às deficiência de atendimento no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, Antônio Jorge afirmou que a falta de macas ou de médico é pontual e não faz parte da rotina. “Não acontece todo dia de faltar maca”, disse. 
 
O secretário enumerou outras conquistas da pasta. “A primeira rede psicossocial do país vai funcionar em Minas, até 2014. Serão aplicados R$ 400 milhões em custeio”.