Fome é fome, seja na segunda-feira, terça ou domingo de Páscoa. Desde o início da quarentena a Rede Solidária, grupo que atua na execução de diversos projetos sociais em Belo Horizonte, tem percorrido capital para distribuir refeições para moradores de rua. E hoje (12), cerca de 80 voluntários se concentraram no Mercado da Lagoinha para garantir o almoço de Páscoa para população de rua.

Com o confinamento social e estabelecimentos fechados a situação de quem vive nas ruas ficou ainda mais difícil. A capital mineira tem cerca de 4,6 mil moradores de rua, de acordo com a PBH. E grande parte se alimenta apenas com o que recebe de doações. 

No sábado (11) o grupo distribuiu cerca de 2.500 marmitas pelas regionais de BH. Hoje, foram quase 2.900 refeições. Além do Mercado da Lagoinha, o grupo também percorreu diversos bairros para entregar as marmitas.

Segundo a idealizadora do movimento, Dai Dias, o fato de ser Páscoa não faz diferença para quem não tem o que comer. Mas há um sentimento diferente em quem se voluntaria na tarefa. "A fome de um dia não é diferente da fome de outro dia. A fome é sempre a mesma. Mas por ser Páscoa, a nossa energia é diferente", comenta.

Com cerca de dois anos de atuação, a Rede Solidária conta com lideranças nas nove regionais de BH, que atua no planejamento das ações. Além dos moradores de rua, o grupo também tem atuado na distribuição de cestas básicas para comunidades carentes. 

A Rede Solidária se mantém de doações de recursos e também do trabalho de seus voluntários. Quem quiser se informar sobre o projeto, contribuir ou se voluntariar nas ações, basta acessar o perfil da Rede Solidária no Instagram. Afinal, a fome sempre volta.