O Carnaval de Belo Horizonte terá mais policiais militares na rua em comparação a 2019, quando cenas de violência foram registradas na cidade. Com a previsão de 5 milhões de foliões na capital em 2020, serão cerca de 9,1 mil homens e mulheres a postos, 24 horas por dia, garante a corporação. O reforço virá da Academia da PM e de cidades do interior do Estado.

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A tecnologia será novamente aposta das forças de segurança para coibir crimes durante o Carnaval de BH

No ano passado, a Praça da Estação, no hipercentro, foi o principal palco dos crimes, com pelo menos três ocorrências de estupro e até morte. Por questões estratégicas, a PM não divulgou como será a distribuição dos agentes pelo município, inclusive como será o planejamento para o espaço público. Mas a área central, que concentra os principais blocos, palcos de shows e o maior público, deve ter atenção redobrada. 

Atualmente, 7 mil militares se revezam para fazer a proteção da população. Nos dias da festa momesca, serão escalados mais 2.100. Chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC), o coronel Eduardo Felisberto Alves revelou que 400 virão do interior do Estado e os demais são oficiais em treinamento na Academia da Polícia. 

“Todo o efetivo será empregado para garantir a segurança da festa. Não tem ninguém de férias na corporação, desde o soldado até o coronel, todos vão trabalhar”, garantiu. O número de PMs nas ruas será 7% maior do que o empregado em 2019, quando 8.500 trabalharam.

Mobilidade

Também na tentativa de impedir os crimes e capturar criminosos infiltrados no meio da multidão, neste ano, pela primeira vez, a PM vai utilizar grupos de motociclistas específicos para a folia. 

A intenção é ter mais mobilidade e agilidade para chegar aos locais das ocorrências. “São cerca de 30 a 35 (motos). Elas vão somar com as que já rodam pelos bairros”, detalhou Eduardo Felisberto.

Em entrevista exclusiva ao Hoje em Dia, o coronel frisou que a segurança das pessoas que optaram por fugir do Carnaval na cidade não será prejudicada. “O atendimento continua normal. Como não tem diminuição do efetivo, a população, na verdade, terá mais viaturas e policiais nas ruas da metrópole”.

Assédio

O titular do CPC também destaca que furtos de celulares e assédio também estão na mira da PM. Para combater os dois delitos, porém, o coronel pede ajuda dos próprios foliões.

Mexer no aparelho telefônico no meio da multidão e deixar a festa desacompanhado, por locais ermos e mal iluminados, são situações de risco. Nos próximos dias, a corporação vai divulgar, nas redes sociais, dicas para a autoproteção. 

Militares também irão se misturar no meio dos carnavalescos caso percebam que alguém esteja em perigo. “Vamos orientar as pessoas dentro dos blocos. Precisamos reduzir esse tipo de ação e, para isso, necessitamos do apoio da população. É importante que elas ouçam as orientações da PM”, reforçou o comandante.

De olho no infrator

Mais uma vez, a tecnologia é aposta da PM para reforçar as estratégias de segurança durante o Carnaval na capital mineira, principalmente em locais de grande aglomeração de pessoas. O videomonitoramento 24 horas é uma das ações.

Drones vão sobrevoar os principais blocos de rua e palcos de shows da cidade. De acordo com o chefe do CPC, coronel Eduardo Felisberto Alves, as imagens emitidas pelos equipamentos serão fiscalizadas minuto a minuto. Em caso de flagrantes, o militar em solo será imediatamente acionado para “pegar” o infrator.

Mais de mil câmeras do Olho Vivo também vão acompanhar os passos dos carnavalescos. “Elas estão espalhadas por todas as nove regionais. Somente na área central são mais de 190”, revelou o policial.

Os registros gerados pelas câmeras de trânsito do Centro Integrado de Operações (COP), de BH, também serão supervisionados para alertar os agentes de segurança e auxiliar nos desvios dos blocos em caso de temporais.