Após muitas idas e vindas, e decorridos mais de dois anos, a primeira parte do projeto de adequação do Anel Rodoviário de Belo Horizonte deve ser entregue na semana que vem ao governo federal. Ela é referente a intervenções em um trecho de 5,2 quilômetros, entre as avenidas Amazonas e Pedro II, considerado prioritário. As obras deveriam ter começado em junho deste ano, mas problemas burocráticos e erros no projeto alteraram o cronograma diversas vezes.
 
O projeto referente às melhorias no trecho prioritário, que está sendo elaborado pelo Estado, foi entregue pela primeira vez em janeiro deste ano, um ano e meio depois da liberação dos recursos pelo governo federal. Entretanto, a proposta continha inadequações técnicas e foi considerada fora dos padrões pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que é o órgão responsável pela obra.
 
Três meses depois, o projeto foi encaminhado novamente para o governo federal e, mais uma vez, problemas foram identificados. Não havia solução para a pavimentação da via e foram encontradas irregularidades nos projetos dos acessos ao Anel. 
 
De acordo com o Dnit, foi realizada em julho uma reunião entre técnicos do órgão e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/MG), na qual foi firmado um compromisso para entrega da correção do projeto até o dia 18 do mesmo mês. Mas o prazo não foi cumprido e o proposta deve ser entregue somente na próxima semana. 
 
REVISÕES
 
Em nota, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) informou que o DER está finalizando as revisões no projeto de engenharia. 
 
A Setop ainda afirmou que “é importante esclarecer que a obra do Anel Rodoviário é de inteira responsabilidade da União. Com o objetivo de colaborar para a agilização dessa intervenção tão necessária para melhorar a mobilidade na RMBH, o Governo do Estado se ofereceu para elaborar os projetos de engenharia da mesma”.
 
Já o Dnit alegou que estão disponíveis R$ 17,3 milhões para o projeto e que foram gastos, até o dia 9 de outubro de 2014, R$ 3,8 milhões. “O saldo remanescente será pago tão logo o DER entregue o restante dos produtos devidamente revisados e os mesmos sejam aprovados pelo Dnit”, ressalta o órgão federal.
 
As obras são consideradas primordiais para readequar o traçado da via e, consequentemente, diminuir o número de acidentes e mortes. “As intervenções vão melhorar a fluidez do tráfego. Temos muitos problemas causados pelo estreitamento de pista em alguns pontos e, a falta de vias marginais”, avalia o responsável pelo policiamento no Anel Rodoviário, tenente Geraldo Donizete.
 
No trecho cujo projeto será entregue na próxima semana, as mudanças irão resolver demandas antigas. “Esse é o local que concentra o maior fluxo de veículos, por isso foi considerado primordial. A solução de problemas como o estreitamento de pista sobre a avenida Amazonas e na Praça São Vicente vão mudar a realidade da via”, prevê o tenente.
 
A previsão de início das obras só será dada após o recebimento do projeto pelo Dnit.
 
Primeira parte do projeto para reforma do Anel Rodoviário contempla 5,2 km dos 27,3 km de extensão