O palco do julgamento mais aguardado dos últimos tempos em Minas passa por reforma. As mudanças pretendem acabar com qualquer dúvida sobre a capacidade do espaço para sediar, daqui a dez dias, a sessão que vai definir o futuro do goleiro Bruno e de mais quatro réus acusados do desaparecimento e morte de Eliza Samudio.

A sala do tribunal do júri do Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, na região metropolitana, recebe manutenção estrutural e na parte elétrica. As melhorias eram esperadas há cerca de um ano.

A administração do fórum garante que a sala, de mais de 200 m², “comporta perfeitamente” os trabalhos previstos para durar mais de 15 dias.

“Temos problemas rotineiros, mas que não impedem a realização do júri. Os ajustes ainda vão garantir que nada atrapalhe o andamento do caso”, afirma o servidor Hebert Neiva Sucupira.

EM XEQUE

Durante o julgamento de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, esta semana, os advogados questionaram se o fórum de Contagem seria o local mais adequado para o júri do dia 19.

Na quarta-feira, antes de Bola ser absolvido da acusação de ter matado um carcereiro em 2000, uma forte chuva fez goteiras surgirem no teto da sala, bem ao lado da mesa da juíza Marixa Rodrigues. O fato aumentou o burburinho com relação à transferência do julgamento para outra comarca. Bola também é réu no caso Eliza Samudio.
 
DEPOIMENTOS

Durante o julgamento de Bruno, Bola e três cúmplices, serão ouvidas 30 testemunhas: cinco de acusação e 25 de defesa (cinco para cada réu).

Os delegados Edson Moreira, ex-chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e Alessandra Wilke, presidente do inquérito, também poderão ser ouvidas pelo promotor e defensores.

Somente a fase dos debates, após o depoimento de todas as testemunhas, vai durar dez horas, sem contar réplica e tréplica. Os sete jurados sorteados no dia ficarão isolados durante todo o julgamento.

 

 

arte do julgamento do bruno