"Chateado" após ser rejeitado sexualmente por alunas da escola onde trabalhava como auxiliar de serviços gerais, um homem de 55 anos teria passado a planejar, juntamente com outros dois ex-alunos de 18 anos, um ataque à Escola Estadual Amadeu Boaventura, em Carmo do Paranaíba, na região do Alto Paranaíba. O trio acabou conduzido pela Polícia Civil (PC) na tarde de quarta-feira (20), porém, foi ouvido e liberado por falta de flagrante.  

De acordo com a Delegacia Regional de Patos de Minas, que também é responsável pelo município vizinho, uma operação foi montada e dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas casas dos ex-estudantes. A investigação teve início após policiais identificarem um perfil falso em uma rede social que estaria publicando mensagens de "apoio e admiração" aos autores do massacre ocorrido no dia 13 de março na escola Professor Raul Brasil, em Suzano (SP). 

No perfil fake, os suspeitos também postaram uma imagem exibindo uma arma de fogo e fazendo ameaças a várias outras pessoas. A partir daí a PC conseguiu rastrear e chegar até os dois jovens, que também haviam postado com conteúdo violento e exibição de armas em seus perfis pessoais.

"Além dos dois jovens, há também um suspeito de 55 anos, serviços gerais em uma escola local, que seria o responsável por arquitetar as ações devido a estar magoado por ter sido rejeitado sexualmente por algumas alunas", afirma a nota divulgada pela corporação. A nota da PC não detalha como eles chegaram até o suspeito mais velho, porém, segundo informação obtida pelo Hoje em Dia, o homem já teria passagens pela polícia por estupros.

Durante as buscas nas casas dos rapazes, os policiais conseguiram apreender diversos artefatos explosivos, um notebook, telefones celulares, uma faca e um facão. Além disso, uma das armas que aparecem nas fotos, uma garrucha calibre .22, foi apreendida anteriormente pela Polícia Militar (PM).

Um vídeo divulgado pela PC mostra o potencial dos explosivos apreendidos com os suspeitos, usado em um tijolo. Confira:
 

Liberados

Por não haver materialidade suficiente para a prisão em flagrante, o trio foi intimado a prestar depoimento e, em seguida, foi solto. De acordo com a PC, as investigações continuam para localizar outras armas e identificar outros suspeitos que possam estar envolvidos no planejamento ao atentado. 

"A Polícia Civil reitera a importância da Investigação e Inteligência Policial no combate à criminalidade e na interceptação de possíveis condutas delituosas antes que se chegue à consumação de atos violentos. Nesse sentido, salienta-se a atuação da PMMG e do Conselho Tutelar de Carmo do Paranaíba no levantamento de informações sobre o fato, bem como a absoluta dedicação do Ministério Público e do Poder Judiciário frente às demandas da Segurança Pública de Carmo do Paranaíba", conclui a nota divulgada pela PC. 

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