A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou nesta quarta-feira (9), que constatou alguns procedimentos realizados de forma inadequada em etapas do processo de vacinação contra a Covid-19 em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

Representantes da pasta fizeram uma inspeção na cidade após a administração municipal ter informado a perda de mais de 9 mil doses por causa de seringas.

"Durante a inspeção, observou-se que a contagem de doses da vacina CoronaVac extraídas dos frascos é realizada por meio de processo que pode apresentar fragilidades. Também identificou-se a não observância da anotação do número de doses extraído em todos os recipientes", disse a SES em nota.

A partir do relatório, a pasta recomendou ao município implementar instrumento de registro das perdas técnicas e físicas na vacinação extramuros; realizar novo treinamento com as equipes de imunização com base nas orientações do fabricante da vacina CoronaVac; monitorar e avaliar as perdas técnicas/ físicas por unidade, lote e tipo de vacinador para que possam ser identificadas possíveis falhas.

Para qualificar o processo de investigação relacionado ao caso, a SES informou, ainda, que na terça-feira (8) foi realizada a coleta de 90 unidades de cada lote de seringas, na Central Estadual de Rede de Frio, para serem encaminhados à Fundação Ezequiel Dias (Funed).

A instituição fará análises de rotulagem, teste de esterilidade e volumetria dos insumos, com previsão de 30 dias para conclusão.

A Prefeitura de Juiz de Fota se posicionou sobre o assunto nas redes sociais. Veja a nota na íntegra.

"Sobre o relatório da Superintendência Regional de Saúde a respeito do processo de vacinação na cidade, a Prefeitura de Juiz de Fora vem a público manifestar sua satisfação pelo mesmo confirmar que a aplicação de doses obedece "as boas práticas de vacinação, não sendo observado o emprego de técnicas incorretas", como indica o ponto 2 do item IV do documento. O mesmo item ainda ressalta que "não foi notado ajustes de dose fora do frasco ou excessivos", confirmando a eficiência do processo de aplicação do imunizante.

O documento ainda atesta, em seu ponto 6 (do mesmo item IV), a presença do volume morto nas seringas, confirmando mais uma vez o que havia sido informado pela Secretaria Municipal de Saúde e causa última da perda técnica em debate. Desse modo, o relatório faz cair por terra a possível interpretação de que há imperícia no processo de aplicação de doses.

Lembramos que a equipe que realizou a visita técnica ao ponto de vacinação se constituía como autoridade competente no local. Caso fosse constatada alguma irregularidade, os técnicos seriam obrigados a interromper o processo de vacinação imediatamente, o que não ocorreu.

Sobre as recomendações sugeridas no documento, a Prefeitura manifesta interesse em estudá-las".