A partir desta segunda-feira (25), Belo Horizonte passa a contar com uma frota renovada de ambulâncias. Os 39 veículos destinados ao atendimento de pacientes que exigem cuidados especializados foram entregues pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) e pelo secretário municipal de Saúde Jackson Machado nesta tarde. 

Machado explica que a reposição das ambulâncias garante mais conforto para cerca de 70 mil pacientes eletivos que utilizam o serviço. "São pessoas que fazem hemodiálise e tratamentos oncológicos e que precisam ser recolhidas em domicílio ou transferidas de centros de saúde", exemplifica. 

O serviço também atende pacientes de postos de saúde que têm pouca mobilidade e que precisam realizar consultas, exames ou procedimentos terapêuticos constantes, além de pacientes da Urgência Psiquiátrica, que são levados para internação. 

entrega viaturas

Foram entregues 39 ambulâncias para atendimento de pacientes que exigem cuidados especializados

As unidades móveis são distribuídas entre os distritos, centros de saúde e os hospitais Odilon Behrens e Dr. Célio de Castro. Elas são equipadas com macas, possuem oxigênio e podem transportar equipamentos de alta complexidade, caso necessário, como os de ressuscitação cardiorrespiratória. 

Investimento

Para garantir o funcionamento das 39 ambulâncias sanitárias - 28 de médio porte e 11 de grande porte - o investimento do município é de cerca de R$ 1 milhão mensal. Em comparação com o antigo contrato, a economia é de R$ 170 mil. Além disso, os veículos são terceirizados para evitar os custos com manutenção. 

Samu

As ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também estão na mira da administração municipal para renovação. Mas para que os 27 veículos do Samu sejam trocados, é preciso garantir os recursos necessários, segundo o secretário municipal de Saúde Jackson Machado, que informou que já solicitou os recursos junto ao Ministério da Saúde. "A frota precisa ser renovada, mas é preciso aguardar o trâmite legal", ressalta. 

Dengue

Ainda conforme Machado, com a proximidade do verão e o início do período de chuvas, os agentes de combate a endemias já estão se movimentando para evitar possíveis surtos de dengue. "O serviço não para. São 15 mil visitas domiciliares por dia para frear o Aedes aegypti", conta. 

A estratégia para o próximo ano e que já está em processo é a compra de drones capazes de identificar focos do mosquito e calcular a quantidade de água acumulada em reservatórios para, então, jogar o inseticida.

Outra ação é lançar insetos geneticamente modificados com a bactéria wolbachia na capital. "No máximo, até fevereiro eles estarão em circulação", garante o secretário. 

No entanto, Machado destaca a importância da mobilização social. "Não adiantam ações da prefeitura se o famoso vasinho de plantas continua acumulando água". O Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) indica que cerca de 80% dos focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikugunya estão nas residências. 

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