Lixo, sacos de cimento, inúmeras garrafas plásticas, animais e peixes mortos, e outros objetos. Quem passou pela Lagoa da Pampulha nesta quarta-feira (28) flagrou uma situação que não condiz com a candidatura do conjunto arquitetônico a Patrimônio Cultural da Humanidade.

Os resíduos também evidenciam a falta de cuidado da população com um dos principais cartões postais da cidade. Mesmo com contrato em vigor com empresas de limpeza e manutenção, as ações são, pelo visto, insuficientes.

Nessa quarta-feira (28), uma licitação para contratação de serviços e obras de limpeza e manutenção da Lagoa da Pampulha foi adiada, conforme publicado no Diário Oficial do Município. De acordo com a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Sudecap), a abertura dos envelopes foi suspensa porque uma das empresas participantes no processo questionou pontos do edital.

Apesar do contratempo, a pasta garante que não haverá suspensão ou impacto nos serviços de limpeza, já que o trabalho é contemplado em outros contratos. Mas não é o que parece. O Hoje em Dia percorreu nessa quarta-feira (28) alguns pontos da orla da lagoa, e não foi difícil encontrar materiais. Um dos locais em que havia mais lixo ficava a poucos metros da igrejinha São Francisco de Assis, um dos pontos mais movimentados da orla.

Em resposta, a prefeitura da capital garantiu que a limpeza do espelho d’água da Lagoa da Pampulha é feita diariamente com o auxílio de dois barcos e uma balsa. Segundo a Sudecap, cerca de 30 homens trabalham nesse serviço de manutenção.

O volume de lixo recolhido no local é de cerca de dez toneladas diárias durante o período de estiagem e o dobro no período chuvoso. Além disso, o canal do Ressaca/Sarandi é limpo anualmente para evitar que sedimentos sejam carregados para a Lagoa.