Terminou sem acordo ou propostas concretas a reunião entre os servidores da educação de Minas, o secretário de Planejamento e Gestão, Otto  Levy, e a secretária de Educação, Júlia Sant'Anna, nesta quarta-feira (25), para tratar das reivindicações da categoria como o pagamento do piso salarial previsto na Constituição.

O valor definido em lei federal é de R$ 2.455,35 para 40 horas. Atualmente, o salário inicial para professor pela jornada de 24h em Minas Gerais é de R$ 1.982,54 acrescido de um abono de R$ 153,10, que está sendo pago e será incorporado ao vencimento. Para os auxiliares da educação básica o piso é de R$ 1.128,76 por 30 horas por semana.

 

O encontro foi na Cidade Administrativa, onde os trabalhadores realizaram uma vigília. 

A categoria reivindica ainda a execução dos 25% do orçamento na educação. Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), o governador Romeu Zema investiu apenas 17,45% na categoria no primeiro semestre de 2019.

A Seplag informou que o governo “comprometeu-se a receber novamente representantes de servidores da educação, no início de novembro, para dar seguimento ao debate da pauta apresentada pela categoria”.

Segundo a coordenadora-geral do Sind-UTE, Denise de Paula Romano, o governo não apresentou nenhuma resposta concreta ou planejamento sobre o pagamento. “Não houve nenhuma sinalização de fazer a correção desta ilegalidade praticada pelo governo. Além do descumprimento da legislação, que é o não investimento dos 25% na educação. Essa é a pior série histórica dos últimos 17 anos”, argumentou Roman.

Ainda de acordo com a sindicalista, o secretário se comprometeu a pagar integralmente os salários no 5º dia de dezembro, além de quitar o 13º também de forma integral até o dia 20 do mesmo mês.

Uma reunião ainda sem data marcada vai ser realizada entre sindicato e servidores para avaliar os próximos passos.

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