Após quatro meses dedicados a um trabalho minucioso de revitalização, um dos mais belos cartões-postais de Belo Horizonte está pronto para ser novamente admirado por mineiros e visitantes. Dois dos cinco jardins projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx, que integram o conjunto arquitetônico e paisagístico da Pampulha, serão reapresentados na próxima terça-feira.

Os detalhes da obra ainda são mantidos em sigilo, mas a mudança é aparente. A etapa concluída engloba os jardins do Museu de Arte da Pampulha e da Casa do Baile. O museu, que também passou por reforma, reabre as portas no dia 12 de julho.

Trata-se de parte do projeto, de cerca de R$ 4 milhões, que vai reviver o auge da beleza do conjunto criado na década de 40. Em março, quando foi anunciada a revitalização dos jardins, incluindo os da Igreja de São Francisco, Casa Kubitschek e Praça Dalva Simão, algumas medidas foram adiantadas.

Espécies de plantas raras, originárias da China, Malásia, Índia e de países da América Central e do Sul, utilizadas na concepção do projeto, seriam realocadas nos espaços. Passeios, espelhos d’água e fontes também seriam recuperados. Tanto o complexo arquitetônico modernista quanto seus jardins passam por obras de restauração, que devolvem, pouco a pouco, a originalidade aos projetos de Oscar Niemeyer e Burle Marx.

O espelho d’água também recebe investimentos, aplicados no desassoreamento e tratamento bioquímico das águas. Tudo isso para convencer a Organização das Nações Unidas (Unesco) a conceder à Pampulha o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Até fevereiro de 2015 – data em que será formalizada a candidatura –, muito trabalho precisa ser feito. O principal desafio é a despoluição da lagoa.

Os investimentos na Pampulha serão superiores a R$ 100 milhões. Estão sendo conduzidas as recuperações do Museu de Arte (MAP), com investimento de R$ 110 mil; da Casa do Baile (R$ 210 mil); jardins de Burle Marx (R$ 2,5 milhões); e a já concluída Casa Kubitschek (R$ 1,5 milhão), que será um novo espaço cultural, com museu.
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