O rio Paraopeba, atingido pela lama de rejeitos após o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, na Grande BH, começou a passar por um processo de limpeza nesta semana. Segundo a mineradora, a chamada dragagem dos rejeitos faz parte de um processo fundamental para a recuperação do rio. A previsão é que as atividades de limpeza terminem em julho do ano que vem. 

A dragagem começa na confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba, seguindo por cerca de dois quilômetros a partir deste ponto. A estimativa é que apenas neste trecho estejam depositados entre 300 mil m³ e 350 mil m³ do material que vazou da barragem da mina Córrego de Feijão. 

Ainda de acordo com a Vale, para executar a dragagem, a empresa realizou a limpeza da área por meio da remoção de materiais e galhadas, iniciando as ações após a inspeção e liberação do Corpo de Bombeiros. Foram instalados oito pontos de monitoramento de água e sedimentos na área de influência da atividade. Entre a barragem que se rompeu e a nova ponte da avenida Alberto Flores, em Brumadinho, já foram removidos cerca de 750 mil m³ de material, segundo a mineradora. 

Próximo passo

Após a dragagem, a água é bombeada por tubulação para bolsas geotêxteis, que têm a função de reter o rejeito dragado. A água sairá pelos poros drenada dessas bolsas e, na sequência, passará por processos de precipitação, filtragem e adsorção química. Esses procedimentos têm como objetivo separar os sólidos que ainda podem estar presentes na água após ela passar pelas bolsas geotêxteis.  

A água, então, será devolvida tratada e dentro dos padrões legais ao rio Paraopeba. Os sólidos nos tubos geotêxteis serão monitorados, classificados e integrados ao meio ambiente através de reaterro e revegetação de toda área.  

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