Na capital ou no interior, é possível ter acesso aos presépios montados em Minas Gerais neste fim de ano e selecionar aqueles que deseja visitar. O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) disponibilizou um roteiro com cerca de 200 presépios e lapinhas montados em 130 cidades mineiras. Todos ficam abertos ao público até o dia 6 de janeiro, quando se celebra o Dia de Reis. A lista está disponível aqui.

O objetivo é estimular os municípios a compartilharem seus presépios residenciais e comunitários, criando um roteiro de visitação no Estado. Este é o terceiro ano seguido que o Iepha disponibiliza o Guia on-line de Presépios e Lapinhas de Minas Gerais. No ano passado, foram cadastrados 295 presépios e lapinhas, com a participação de 127 municípios.

O destaque deste ano é a cidade de Itamogi, no Sul do Estado, que conta com 16 presépios cadastrados, seguido das cidades de Catas Altas, com 13 presépios, Felisburgo, com 12 e Uberaba, com 11. O Circuito de Presépios e Lapinhas é uma ação das Folias de Minas, reconhecidas como patrimônio cultural de Minas Gerais, em 2017.

História

Em Minas, a tradição dos presépios está presente desde o século 18, com muitos deles montados nos chamados oratórios-lapinhas, encontrados nas regiões de Santa Luzia e Sabará.

A recriação do cenário em que Jesus teria nascido foi uma inspiração de São Francisco de Assis que encontrou uma oportunidade para a catequese da população de Greccio, na Itália. Num bosque do povoado, em 1223, Francisco festejou a noite de Natal com uma missa solene, diante de um estábulo armado, onde não faltaram o boi e o jumento. 

Desde então, os franciscanos tornaram-se os principais propagadores do costume. Com figuras de animais, pastores, casinhas, pequenas conchas e plantas, o cenário de um presépio varia de acordo com os costumes do lugar.

São comuns grandes armações de presépios contarem com inúmeras miniaturas de diferentes espécies de animais. Assim, leões, bois, galinhas, vacas, pavões, elefantes, macacos, serpentes e girafas ilustram a profecia e a calma dos animais selvagens quando do nascimento do Salvador.

Tradicionalmente, o dia de desmontar o presépio, a árvore de Natal e toda a decoração é 6 de janeiro, em que se celebra o Dia de Reis.

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