O número de roubos disparou em Minas Gerais nos dois primeiros meses do ano, no comparativo com o mesmo período do ano passado. O número passou de 16.498 para 21.808 casos consumados, uma alta de 32,19%. Já os furtos consumados tiveram alta de 8,63%, subindo de 49.215 registros no primeiro bimestre de 2015 para 53.569 de janeiro a fevereiro de 2016.

Além disso, Belo Horizonte segue contribuindo e muito para a alta no número de crimes do tipo no Estado. A capital, que havia registrado 5.852 em 2015, passou a ter 8.230, representando um aumento de 40,64%. Além disso, as ocorrências representa 37,73% do total registrado em todo o território estadual.

A Polícia Militar destaca a prisão e a apreensão de 8.117 pessoas no primeiro bimestre deste ano na capital, como forma de combate aos crimes contra o patrimônio. Deste total de prisões, mais de 1.900 pessoas foram conduzidas pela corporação exatamente pela prática de roubos e furtos.

Uma das ações para o combate mais eficaz desses crimes é o maior conhecimento do perfil dos ladrões, após investigações da Polícia Civil. Isso, aliado ao maior deslocamento de militares às ruas, são tentativas de freiar o crescimento excessivo de tais crimes.

“A Polícia Civil realizou alguns estudos para entender o modo de agir, área de atuação e quem são principais autores de roubos na capital. Verificamos que a maioria dos autores são de classe média e média-alta, organizados em gangues que se revezam na execução dos crimes. Estamos chamando as vítimas à delegacia para nos auxiliar na identificação dos autores contumazes," destaca a delegada Gislaine de Oliveira Rios.

Entre os municípios com participação relevante no número total de roubos do Estado, Contagem teve alta de 19,21% nos registros, passando de 1.827 registros para 2.178; e Betim, com acréscimo de 21,2% nas ocorrências de roubos consumados na mesma base de comparação.

Extorsão

O número de ocorrências de extorsões mediante sequestro dobraram, de 8 nos dois primeiros meses de 2015 para 16 no mesmo período deste ano. Fora dessa classificação, o crime de extorsão consumado teve queda de 43,48% no Estado, na comparação entre os primeiros bimestres de 2016 e de 2015. Foram 234 casos este ano, contra 414 no mesmo período de 2015.