Os municípios de Alfenas, no Sul de Minas, e Viçosa, na Zona da Mata, registraram nesta sexta-feira (28) possíveis casos suspeitos de contágio por coronavírus. 

O balanço mais recente da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) contabiliza 17 casos suspeitos, mas há vários pacientes em isolamento à espera da análise do Ministério da Saúde. No estado, há registros em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Lavras, Pouso Alegre (vindos de Varginha) e  Montes Claros. Em todo o país, são 182 casos suspeitos, segundo o governo federal.

Os dois casos notificados nesta sexta-feira (28) envolvem mulheres que haviam viajado para o exterior, segundo as prefeituras de Alfenas e Viçosa. Nos dois casos, as pacientes passam bem e estão em isolamento.

A paciente de Viçosa retornou esta semana de uma viagem à Tailândia, país que também registrou casos da doença. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a mulher tem sintomas leves, parecidos com o coronavírus, e foi levada ao Hospital São Sebastião, onde está sendo acompanhada.

Ela ficará em observação até o próximo domingo (1º) e será levada para isolamento em casa, caso haja melhora no quadro clínico. Os exames da paciente foram encaminhados à Fundação Ezequiel Dias (Funed), em BH, e à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para testes de Covid-19.

Já o caso de Alfenas envolve uma mulher que chegou da Itália no último dia 19. O país europeu teve explosão de casos este mês, com 17 mortos e 66 infectados. A Secretaria Municipal de Saúde do município informou que a paciente está na Santa Casa de Misericórdia da cidade, mas que solicitou a transferência dela ao Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre, também no Sul de Minas, referência em infectologia.

A secretaria informou que a mulher estava viajando pela Itália exatamente no período em que o surto cresceu no país. Por isso, a atenção foi redobrada pelas equipes de saúde. O quadro, contudo, é considerado estável. Ela  ficará por 14 dias, período de incubação do vírus, em observação.

chegada do coronavírus ao Brasil já obriga ações preventivas em Minas. Por recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o aeroporto de Confins  adota medidas de controle. Além da desinfecção do aeroporto, passageiros vindos de áreas de risco e que apresentem sintomas gripais devem ser reportados imediatamente às autoridades.

Nos próximos dias, o governo do Estado deve decretar situação de emergência em saúde pública. A medida visa a agilizar a compra de insumos e contratação de profissionais em um cenário de surto.

“O documento está sendo analisado pelo nosso departamento jurídico e será encaminhado à Defesa Civil, que tem a habilitação para formalizá-lo”, explica o titular da SES, Carlos Eduardo Amaral.

As autoridades mineiras trabalham com dois possíveis cenários. Na primeiro, mais brando, a estrutura de atendimento aos pacientes não deve sofrer impactos. No entanto, havendo explosão de notificações, poderá ser feito remanejamento de recursos financeiros da SES para a assistência adequada aos doentes. O aporte será de programas que a pasta pretende retomar neste ano.

O risco de surto levou o Ministério da Saúde a antecipar a vacinação contra a gripe. Prevista para abril, a campanha terá início em 23 de março. Ao todo, 75 milhões de doses serão disponibilizadas. A imunização não protege contra a síndrome Covid-19. O objetivo é facilitar o diagnóstico e evitar sobrecarga no sistema.

A mobilização vai privilegiar gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, crianças, idosos e outros grupos como presos e funcionários dos presídios.

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