Atividades físicas de alta intensidade ajudam no pós-Covid, mostra pesquisa

Vivian Chagas (*)
@vivisccp
23/08/2021 às 09:20.
Atualizado em 05/12/2021 às 05:44
 (Fernando Michael/Hoje em Dia)

(Fernando Michael/Hoje em Dia)

Caminhar, correr, pedalar, pular corda ou até dançar. Atividades físicas – após indicação médica, feitas com moderação e, se possível, acompanhadas por um profissional – são poderosas aliadas no pós-Covid. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) apontou que exercícios aeróbicos podem minimizar sequelas deixadas pelo vírus.

Mesmo depois de curadas, muitas pessoas ainda têm dificuldades respiratórias, fraqueza muscular e cansaço extremo. Os sintomas podem ocorrer por semanas ou meses após a contaminação, dificultando atividades corriqueiras do dia a dia, como levantar, andar e comer.Fernando Michael/Hoje em Dia 

EXERCÍCIOS AERÓBICOS – Pedalar, seja na rua ou na academia, é uma boa dica; professor Breno Richard reforça a necessidade de procurar ajuda de um profissional para avaliar o melhor treino

Conforme os pesquisadores da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE), as atividades aeróbicas ajudam a resgatar uma proteína presente no organismo – chamada conversora de angiotensina II (ECA2) –, que é afetada pelo coronavírus. 

A disfunção dessa enzima pode levar a quadros de inflamação, favorecendo a morte de células do tecido nervoso e até mesmo resultando no desenvolvimento de problemas neurológicos, como depressão e ansiedade. Os exercícios podem atenuar, regredir ou bloquear esses efeitos.

Estudo da USP indicou que exercícios físicos, principalmente os aeróbicos, podem minimizar sequelas deixadas pela Covid, como dificuldades respiratórias, fraqueza muscular e cansaço extremo

O que praticar

O professor de Educação Física, especialista em musculação e condicionamento físico Breno Richard reforça os benefícios da atividade em meio aos efeitos deixados pela doença. O personal trainer cita o aumento da massa magra, comum principalmente em pacientes que ficaram longos períodos internados.

Até mesmo as sequelas neurológicas podem ser atenuadas. “Dificuldade para dormir, ansiedade e depressão são alguns sintomas que podem ser minimizados ou erradicados com um estilo de vida mais ativo, assim como as condições metabólicas e cardiovasculares”, acrescenta.

E ele dá a dica para quem quer praticar corrida ou bicicleta, os exercícios aeróbicos mais procurados. “Trinta minutos com intensidade moderada, cinco vezes por semana. Ou 20 minutos, três vezes por semana, com intensidade maior”. 

Breno Richard reforça a necessidade de orientação de um profissional, que irá avaliar o melhor treino de acordo com o perfil e a necessidade da pessoa.

(*) Especial para o Hoje em Dia

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