O avanço da vacinação contra a Covid-19 em Minas resultou em 15 vezes menos mortes na comparação com abril, quando foi registrado o maior pico da doença neste ano. Apesar dos bons resultados, especialistas alertam:não é momento de descuido, principalmente com o surgimento de uma nova variante do vírus – Ômicron – que já levou vários países a adotar medidas restritivas.

Em abril deste ano, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) contabilizou 8,8 mil óbitos pelo coronavírus. Até ontem, segundo o boletim epidemiológi-co, foram 572 vidas perdidas em novembro em território mineiro. Ao todo, Minas já computou mais de 2,2 milhões de casos e 56 mil vítimas da enfermidade.

De acordo com Unaí Tupinambás, membro do Comitê de Enfrentamento à Covid de Belo Horizonte, a queda brusca da mortalidade está diretamente relacionada ao aumento da cobertura vacinal. Na capital, toda a população com mais de 12 anos já foi convocada para receber ao menos a primeira dose da proteção há pelo menos 50 dias. Para amanhã está prevista a conclusão da imunização dos adolescentes.

Mesmo diante dos números favoráveis, o especialista avalia que não é hora para abandonar as medidas sanitárias. “Temos visto o recrudescimento da pandemia na Europa, nos Estados Unidos e o surgimento dessa nova variante. Então isso tudo pode impactar no controle. Quanto mais resistirmos no uso da máscara e ampliar a vacinação, mais rápido vamos sair desse atoleiro”, afirmou.
 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a principal resposta contra a variante Ômicron é a vacinação. “Esse contrato assinado com a farmacêutica Pfizer é a prova cabal da programação do Ministério da Saúde para enfrentar não só essa variante Ômicron como as outras que já criaram tanto problema para nós". 


Nova cepa em BH?

A nova mutação do Coronavírus deixou as autoridades de saúde da capital em alerta. Uma mulher de 33 anos, não vacinada, está internada desde domingo após teste positivo para a Covid, dias depois de uma viagem à África, continente apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como origem da variante Ômicron. 
 


“Não é uma variante de desespero porque temos sistema de saúde capaz de nos dar as respostas no caso de uma variante dessa ter uma letalidade um pouco maior. Ninguém sabe ainda”.


A paciente passou pelo Congo, depois esteve na Turquia e chegou à cidade no último dia 20, após escala em São Paulo. Foi encaminhada ao Hospital Eduardo de Menezes, no Barreiro, onde permanece isolada. A Fundação Ezequiel Dias fará o sequenciamento genético do material coletado. 

Segundo a SES, os protocolos nos aeroportos são estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A secretaria afirmou, ainda, que realiza o monitoramento de todos os infectados vindos de outros países, e que dentro do território cabe às prefeituras a criação de barreiras sanitárias.
Conforme Unaí, é necessário que toda a população mundial seja imunizada para evitar o surgimento de novas cepas do Coronavírus. “Se não vacinarmos todo mundo, não vamos ter sossego. Ou salvamos todo mundo ou não salvamos ninguém”, conclui

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