Cortar algumas delícias do prato, como pizzas, bolos, pães, biscoitos e massas, além de eliminar a cerveja, uísque, vodka e alguns doces, não é fácil. Mas, como não há outro jeito de evitar os transtornos causados pela intolerância ao glúten, é preciso reinventar o cardápio. Em busca de opções para substituir os alimentos restritos sem perder sabor e qualidade, a empresária Virginia Rubinich, de 50 anos, resolveu investir na diversificação de produtos sem glúten.
 
“Após o diagnóstico da doença celíaca, no final de 2006, procurei em BH produtos sem glúten e não encontrei opções que me despertassem interesse e vontade de comer. Então, fundamos a Brasil Zero Glúten, que oferece as melhores opções para os celíacos”, afirma.
 
A substituição dos derivados dos cereais que contêm glúten – trigo, cevada, centeio e aveia – é feita por grãos que não contêm a proteína, como arroz, milho, quinua, amaranto, linhaça e outros. “A farinha sem glúten que pode ser de arroz, batata, mandioca, ou a mistura das três, substitui perfeitamente a farinha de trigo e as receitas ficam deliciosas”, garante Virgínia.
 
Alívio imediato
 
Diagnosticada com a doença há cerca de cinco anos, a presidente da Associação dos Celíacos do Brasil Sessão Minas Gerais (Acelbra/MG), Ângela Pereira de Abreu Diniz, ressalta que a dieta adequada é fundamental para o bem estar dos celíacos. “Muita gente sofre com os sintomas sem saber que o que está fazendo mal é o glúten”, observa. “Dor de cabeça, diarreia, insônia, erupções na pele e perda de peso, por exemplo, podem indicar intolerância ao glúten, mas costumam ser subestimados”, diz ela, que experimentou outra vida quando tirou a proteína da dieta. “Em 20 dias já senti uma grande melhora”, enfatiza.
 
Ângela lembra que não são apenas produtos comestíveis que contêm glúten e devem ser evitados pelos celíacos. “Essa proteína pode ser encontrada em medicamentos, produtos de higiene e beleza e, ainda, em algumas tintas, massinhas e giz de cera, usados por crianças na escola. O glúten está até em produtos religiosos, como a hóstia”, destaca.