Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco identificaram o vírus da zika em glândula salivar do mosquito comum. Os resultados preliminares do estudo foram apresentados nessa quarta (2), em um workshop em Recife.

Os dados mostram que, em testes no laboratório, o vírus foi disseminado para a glândula salivar do mosquito, local onde aconteceria a transmissão da doença para humanos. Porém, os resultados ainda são parciais, não sendo possível confirmar se o mosquito contaminado pode transmitir o vírus.
 
Resultados em até oito meses

Nas casas onde há ocorrência de zika, os estudiosos estão coletando mosquitos Aedes aegypti e culex (o mosquito comum, conhecido como muriçoca ou pernilongo). A próxima etapa da pesquisa consiste na análise desse material para identificar qual espécie está infectada com o vírus. Só após os testes será possível detectar se o Aedes é vetor exclusivo da doença ou se existem outros transmissores. A conclusão dos trabalhos, conforme previsão dos pesquisadores, deve ser em oito meses.
 
Lista com respostas às perguntas mais frequentes sobre o uso de repelentes de pele foi disponibilizada no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Confira as principais:

Quais substâncias existentes em repelentes de pele são eficazes para afastar o Aedes aegypti?

Para esses produtos, classificados pela Anvisa como cosméticos, as substâncias ativas sintéticas registradas são o DEET, Icaridin ou Picaridin e EBAAP ou IR3535. Existem ainda produtos contendo, também, como substância ativa, o extrato vegetal ou o óleo de plantas do gênero Cymbopogon (citronela).

Como saber se o repelente é registrado na Anvisa?

Todos os repelentes e inseticidas devem expor em seu rótulo o número de registro da Agência Nacional ou do processo do produto. Para os cosméticos, ou os repelentes de pele, o número, normalmente, aparece no rótulo como Reg. MS – X.XXXX.XXXX. O registro começa com o algarismo 2 e tem nove dígitos. A consulta pode ser feita no site da Anvisa (portal.anvisa.gov.br).

Gestantes e crianças podem utilizar os repelentes?

Não há restrições, desde que seguidas as instruções no rótulo do fabricante. No entanto, tais produtos não devem ser usados em crianças menores de 2 anos. Em meninos e meninas com idades entre 2 e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes ao dia.

Plantas e produtos caseiros são eficazes?

Os “inseticidas naturais” caseiros formulados à base de citronela, andiroba, óleo de cravo, dentre outros, não têm comprovação de eficácia. Assim, velas, odorizantes de ambientes, limpadores e incensos que indicam propriedades repelentes de insetos não estão aprovados pela Anvisa.