A população de Belo Horizonte ganhará um reforço na saúde a partir do próximo mês. Serão inauguradas quatro salas de cirurgia no Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro, que atende a região do Barreiro, no dia 8 de dezembro. Cada sala do bloco cirúrgico atenderá inicialmente 20 pessoas por dia, mas tem capacidade para receber 40 pacientes. 

As operações iniciais serão agendadas e tratarão de casos como cirurgias de apêndice e vesícula, explicou o secretário municipal de Saúde, Fabiano Pimenta. "Nós atendemos a população que vem das Unidades de Pronto Socorro e de outros hospitais da capital, por isso poderemos programar as cirurgias", afirma. Ao todo, o bloco cirúrgico tem capacidade para operar com 16 salas funcionando.

Desde outubro, o hospital do Barreiro aumentou sua capacidade de atendimento e opera com o primeiro andar completo. São 10 leitos de CTI e outros 80 de internação, sendo 41 novos.

A ampliação foi possível devido ao repasse mensal de R$1,25 milhão pelo governo federal para a instituição, anunciado em julho deste ano. Atualmente, as atividades do hospital são mantidas com esta verba e os recursos destinados pela prefeitura, que totalizam cerca de R$5 milhões.

Falta de recursos

Somente a PBH repassa integralmente os recursos previstos para o funcionamento completo do hospital. O custo total, de R$20 milhões mensais, deve ser dividido entre a prefeitura, com a parcela de 25%, o governo do estado, com porcentagem igual, e o restante, 50%, fica a cargo da União. A portaria  nº 1.242, de 30 de junho de 2016, publicada pelo Ministério da Saúde, prevendo o repasse de R$15 milhões anuais (sendo R$1,25 milhão mensal) indica ainda que a administração estadual deveria destinar R$625 mil por mês ao hospital.  

Até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde ainda não forneceu recursos para a operação do hospital, mas afirmou, em nota, que irá repassar a verba assim que a instituição passar a integrar a rede de hospitais do Pro-Hosp Gestão Compartilhada - programa que contempla hospitais de esfera pública, investidos e custeados pelo governo do estado. De acordo com a pasta, para fazer parte da rede o município precisa finalizar o envio da documentação solicitada. 

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, reconhece que a ampliação ainda é pequena perto da capacidade completa de atendimento do hospital, que tem previsão para 451 leitos, mas afirma que o saldo é positivo. "Os recursos ainda não suficientes para atender a população como ela merece, mas essa pequena parcela destinada pelo governo federal é um passo importante", diz. 

Ele lembra que empreendimentos como o Hospital do Barreiro demoram cerca de dez anos para operar com capacidade total desde a concepção. "É preciso que alguém comece para que a obra fique pronta um dia, e nós devemos à comunidade do Barreiro este apoio", afirma.