Algumas cidades de Minas Gerais anunciaram adaptações na queima de fogos de artifícios silenciosos para garantir o conforto e respeito a crianças, idosos e, principalmente, animais. A maioria dos municípios, no entanto, vão manter os barulhentos. Os bichos de estimação, por terem a audição mais aguçada que a dos humanos, podem se sentir ameaçados, assustados, se machucar e até fugir. Por isso, a veterinária Paula Mayer, do Hospital Veterinário da UFMG, dá dicas do que fazer para garantir a segurança deles.  

"Colocar tampão de ouvido, por exemplo, pode ajudar, assim como segurá-los no colo", diz. Já as faixas em forma de "amarração" no peito do animal, método muito difundido nas redes sociais, não é bem visto para a profissional, que cita o risco deles se asfixiarem caso a atadura esteja muito firme. 

De acordo com especialistas, o estrondo repentino dos fogos é o maior problema para os pets. Por isso, uma das formas de evitar sustos é distrair o animal para ele não prestar atenção no barulho. Outra forma de fazer isso é colocar o som interno mais alto, ligar a televisão ou músicas clássicas.

Portas e janelas devem ser trancadas, como forma de evitar que eles fujam ou se acidentem, além de também amenizarem o ruído. Evitar deixar o animal sozinho também é importante para diminuir o risco de estresse e o instinto de fuga. 

Medicamentos

Conforme Paula, tranquilizantes só devem ser administrados em casos específicos, mediante prescrição médica. O risco está para os pets que têm algum problema de coração. Medicamentos como esse podem causar até parada cardíaca. 

*Com Agências

Leia mais:

Betim anuncia queima de fogos sem barulhos no Réveillon