Faltando pouco para o prazo final – meia-noite de quinta-feira (26) –, a Samarco confirmou, após às 21 horas, ter depositado os R$ 500 milhões para cobrir prejuízos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. A transferência do dinheiro era prevista no Termo de Compromisso firmado com os ministérios públicos Federal e Estadual no início deste mês.

No entanto, R$ 300 milhões ficaram bloqueados por ordem da 2ª Vara Cível da Comarca de Mariana. O restante – R$ 200 milhões – está na conta aberta pela mineradora e à disposição do MP.

O bloqueio de R$ 292 milhões foi pedido pelo juiz Frederico Esteves Duarte Gonçalves. Ele explicou que, quando concedeu liminar, em 13 de novembro, determinando a indisponibilidade de R$ 300 milhões por meio do sistema Bacenjud, havia apenas cerca de R$ 8 milhões na conta da empresa. Diante dessa situação, foi necessário bloquear qualquer valor e títulos de crédito da Samarco.

A mineradora disse está tomando medidas judiciais para tentar reverter a decisão da 2ª Vara Cível de Mariana.

As ações da Vale não farão mais parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa em 2016. Atualmente, a companhia tem o maior peso na listagem, que vigora até o fim do ano.

A empresa deixa o índice após a tragédia ambiental causada pelo rompimento da barragem da Samarco, empresa na qual detém 50% de participação. A mineradora também é processada por crimes ambientais em Nova Lima, na Grande BH.