A Santa Casa BH prevê realizar, em 2013, cerca de 80 transplantes de medula óssea. Os primeiros foram há menos de um mês e representam grande avanço para o tratamento de leucemia em Minas. O procedimento é a esperança de quem sofre com a doença, dando 70% de chance de cura.
 
De acordo com o chefe da Clínica de Transplantes da Santa Casa BH, Walter Pereira, esse avanço terá importante impacto social, pois vai atender à demanda reprimida do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.

Para uma das médicas da equipe, a hematologista e transplantadora Milene Matedi Conhalato, a unidade de transplantes é de abrangência nacional e vai suprir, em curto prazo, uma escassez de centros transplantadores no Brasil. Além dela, há outros cinco médicos, 13 enfermeiros, nutricionista, psicólogo, entre outros profissionais.
 
Quarto próprio
 
Cada paciente tem quarto próprio no 13º andar do prédio central da Santa Casa, na avenida Francisco Sales, Leste de BH. É lá que a dona de casa Ana Maria Sampaio Ferreira, de 46 anos, está internada desde o transplante de medula óssea no dia 3, devido a uma leucemia.
 
A cirurgia foi um sucesso e a nova medula já está funcionando. “Minha mãe está se recuperando bem e os médicos estão confiantes no tratamento”, relata a filha de Ana Maria, a advogada Pâmela Carolina Sampaio Ferreira, de 22 anos.

Segundo a hematologista e transplantadora Milene Conhalato, os quatro transplantados na Santa Casa estão evoluindo conforme o esperado. “É um momento delicado para a família, que precisa de muitas informações. Só quando a pessoa passa pelo transplante é que consegue dimensionar a importância do procedimento”, afirma a médica.

Por enquanto, a Santa Casa só faz o transplante de medula de uma pessoa para outra – são os alogênicos (é possível fazê-lo com material do próprio paciente) – e entre parentes. A próxima meta é abrir, no primeiro semestre de 2013, o ambulatório de transplante de fígado. A instituição já realiza transplantes de rim, pâncreas, pâncreas-rim e córnea.
 
 
Leia mais na edição digital