Um sargento lotado no 34º Batalhão da Polícia Militar matou o ex-companheiro e se matou no bairro Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte. Os corpos do policial Fabiano Paiva, de 40 anos, e do seu ex, o auxiliar administrativo Willerson Araújo, de 26, foram achados no final da tarde desta segunda-feira (17), em quitinete onde moraram juntos, na movimentada rua Padre Eustáquio. Entretanto, a polícia acredita que o crime seguido de suicídio tenha ocorrido no último sábado (15).
 
Segundo vizinho do ex-casal, ele ouviu barulho parecido com tiro na noite do sábado. Porém, ele achou que fosse na rua e não comentou nada com ninguém. Mas, como o sargento não foi trabalhar nesta segunda, colegas de trabalho dele resolveram ir à casa da mãe do oficial, que também fica na rua Padre Eustáquio. No entanto, a mulher não sabia do filho e passou o endereço do sargento.
 
O corpo de Araújo foi achado no corredor da quitinete e de Paiva no banheiro do imóvel. Os dois cadáveres apresentavam marcas de tiros de calibre 40 e os disparos teriam sido feitos com a arma do policial, uma pistola de mesmo calibre.
 
Conhecidos do casal, que viveu junto por cinco anos, afirmaram que, provavelmente, o sargento matou o ex-companheiro porque não se conformava com o fim do relacionamento. Na última terça-feira (11), Paiva deu fim à relação, mas a motivação do término ainda é desconhecida.
 
O caso será investigado e, depois do trabalho da perícia, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) da capital mineira.