Mais uma morte por gripe foi confirmada em Minas Gerais, conforme um boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (17) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). O óbito, ocorrido em Juiz de Fora, na Zona da Mata, foi por vírus influenza A não subtipado, de acordo com um exame laboratorial. Uma morte por vírus H1N1 em Belo Horizonte já havia sido anunciada no dia 16 de abril.

Em Minas Gerais, até o momento, foram notificados 945 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG hospitalizado), sendo que 139 (14,7%) tiveram as amostras já processadas. Do total desses casos que passaram por exames laboratoriais, 39 foram confirmados por Influenza/Gripe (28,1%) e 100 casos (71,9%) para outros vírus respiratórios.

Entre os 39 casos confirmados de gripe que provocaram SRAG, apenas um foi do tipo Influenza B. Todos os outros foram identificados como Influenza A, sendo que o subtipo Influenza A(H1N1)pdm09 atingiu 33 pessoas. No país, o subtipo H1N1 é responsável pela maior parte das mortes por influenza, de acordo com o Ministério da Saúde.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou no dia 10 de abril e segue até 31 de maio em todo o país. Devem receber a dose trabalhadores da saúde; indígenas; idosos; professores; pessoas com doenças crônicas e outras categorias de risco clínico; população privada de liberdade, incluindo jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; funcionários do sistema prisional; e profissionais das forças de segurança e salvamento.

De acordo com a SES-MG, até o momento foram aplicadas 3.682.815 doses no Estado e a cobertura vacinal está em 64,85%. Minas Gerais ainda precisa vacinar cerca de 2,3 milhões de pessoas do total do público elegível para atingir a meta de 90% na Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. 

Mortes por SRAG

Desde janeiro, foram notificados 91 óbitos por SRAG em Minas, o que corresponde a 9,6% (91/945) dos casos notificados. Dessas mortes, 11 apresentaram associação a vírus respiratórios – duas delas por Influenza (em Belo Horizonte e Juiz de Fora). As outras nove mortes eram associadas a outros vírus respiratórios.

Até o momento, foram registrados no Estado três casos de surto gripal (ocorrência de pelo menos três casos em ambientes fechados/restritos, com intervalo de até sete dias entre as datas de início dos sintomas dos casos). Todos os surtos aconteceram em população indígena aldeada da etnia Maxakali, localizadas nas cidades de Bertópolis e Ladainha, ambas no Vale do Mucuri. Nesses surtos na população aldeada, foi identificada a circulação concomitante dos vírus Influenza A (H1N1) pdm09 e Vírus Sincicial Respiratório.

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