O governo de Minas inaugurou, nesta quinta-feira (21), 40 leitos de terapia intensiva no Hospital Júlia Kubitschek, no Barreiro. O centro médico é inteiramente voltado para o atendimento a casos de Covid-19, juntamente com o Eduardo de Menezes, localizado na mesma região. No local, 700 funcionários já foram imunizados contra a doença.

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, as UTIs começam a funcionar já nesta quinta, com a entrada de 35 pacientes que estavam em leitos de enfermaria do próprio hospital. Todas as 40 vagas têm capacidade para realização de diálise.

"Esse é um momento muito especial de entrega dessa obra, que estava parada desde o final de 2014. É uma grande entrega para Minas e que vai qualificar ainda mais a assistência que já é excelente na Fhemig, trazendo uma melhora da assistência", declarou Amaral.

O gestor afirmou que a inauguração das 40 vagas faz parte do esforço pela ampliação da capacidade de atendimento no Estado. Ele relembrou que o número de leitos de terapia intensiva passou de 2.052 para 4 mil vagas desde o início da pandemia em Minas.

87d812ac-507b-4cf6-880b-57b31342fd90.jpg

Secretario pediu à população para manter prevenção contra a Covid mesmo com início da vacinação

Vacinação de profissionais

Carlos Eduardo Amaral também falou sobre a imunização dos profissionais de saúde da rede Fhemig que prestam atendimento apenas para pacientes com Covid - ou seja, Júlia Kubitschek e Eduardo de Menezes, ambos no Barreiro. Segundo ele, o objetivo do Estado é que todos esses trabalhadores sejam vacinados. 

"Aqui todos os profisisonais são de linha de frente, todos os profissionais estão diretamente vinculados [a atendimento de casos Covid. Então, nós já estamos aplicando as doses aqui, inclusive a primeira e a segunda dose. Ontem (quarta-feira, 20), nós fizemos mais de 700 vacinações. O objetivo é que todos estejam vacinados", disse.

Novo normal 

Outro ponto de destaque da fala do secretário de Saúde, durante coletiva nesta quinta, é a necessidade de que a população mantenha os cuidados de proteção e distanciamento, incluindo o uso de máscara e higiene adequada mesmo com a vacinação.

"À medida que formos vacinando a população de risco, consequentemente nós teremos menos casos complicados. Menos casos complicados signifca menor ocupação hospitalar. Menor ocupação hospitalar significa uma tranqualidade maior e uma evolução nas ondas do Minas Consciente", disse Amaral.

Segundo ele, se as pessoas continuarem se cuidando, "rapidamente o Estado deve chegar todo em onda verde (nível que permite a maior abertura de estabelecimentos no programa Minas Consciente) e aí, sim, a gente consegue ter uma vida mais próxima do que era o antigo normal, sendo o novo normal agora".

* Com Lucas Prates

Leia mais:
Após reunião com lojistas, prefeitura diz que vai revisar as taxas e preços públicos cobrados em BH
Enem pode ser utilizado para ingresso em programas federais e universidades particulares
Primeira etapa de vacinação em BH deve termina nesta sexta