A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) ainda não tem uma estimativa de quantos casos de coronavírus poderão ser diagnosticados nas próximas semanas em Minas, mas estima um aumento em mais de dez vezes nas notificações durante este período. A informação foi dada pela diretora de vigilância de agravos transmissíveis da SES-MG, Janaína Fonseca Almeida, que levou em conta os dados de evolução da doença em outros países. Até o momento, são dois casos confirmados, 22 descartados e 289 sob investigação. 

Ela explica que a secretaria se prepara para um possível cenário grave de epidemia e, por isso, está em desenvolvimento um plano de contingência, especialmente para as próximas três semanas.

Mas, não há motivo para pânico. Janaína deixou claro que ações extremas como cancelamento de aulas e eventos só serão tomadas se houver uma determinação do Ministério da Saúde. A diretora explicou que 80% dos casos devem ser leves, com tratamento domiciliar. Espera-se uma baixa taxa de letalidade entre os pacientes. 

"Nossa preocupação maior agora é com os idosos e pessoas que possuem comorbidade. Por isso que a campanha de vacinação começa no dia 23 de março primeiramente para os idosos, que mais adoecem pelo Influenza e podem ser acometidos pelo coronavírus", explicou.

Ela também explica que o cenário da doença no Brasil é dinâmico e as orientações podem mudar rapidamente. "Pode ser que amanhã o ministério oriente fechamento de escolas e interrupção de eventos de massa, mas hoje não é essa a orientação". 

Para a população, estão mantidas as orientações de cuidados válidos para doenças respiratórias: lavar as mãos, evitar contatos corporais, evitar compartilhamento de objetos pessoais, locais aglomerados, entre outros.

Aos idosos, essas recomendações ganham ainda mais importância. "A recomendação não é de isolamento em domicílio, mas que o idoso evite locais aglomerados e contato com pessoas doentes", conclui. 

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