O diretor do Presídio de Andradas, no Sul de Minas Gerais, e outro funcionário da unidade são suspeitos de desviar verbas públicas destinadas à penitenciária. A Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do responsável pelo presídio na tarde da última quinta-feira (30).

Conforme a Polícia Civil, o homem foi preso e liberado no mesmo dia, após pagar fiança de cinco salários mínimos. O motivo da detenção foi uma arma de fogo, encontrada na residência do suspeito, sem registro. Não há informações se o outro servidor também foi alvo de mandado da corporação. 

A ação é parte de uma operação conjunta com o Ministério Público (MPMG), batizada de 'Navalha' para investigar as prestações de contas do presídio e identificar possíveis irregularidades. A reportagem entrou em contato com o MPMG, que informou que não poderia passar mais informações sobre o caso porque os promotores de Andradas não foram localizados.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) confirmou que detectou, em apuração interna, “indícios de prática de crime envolvendo dois servidores do Presídio de Andradas”. Segundo o órgão, um dos funcionários investigados é efetivo e outro é contratado. 

A Seap ainda afirmou que não compactua com desvios de conduta de nenhum de seus servidores e disse que está “adotando todas as medidas legais” para que o caso seja investigado e reparado.