O serviço de atendimento voluntário a vítimas de acidentes na BR-381, conhecida como rodovia da morte, em João Monlevade, Central de Minas Gerais, está prejudicado desde a manhã desta quarta-feira (2). Exigências do Corpo de Bombeiros para a atuação geraram insatisfação e levaram à paralisação das atividades do Serviço Voluntário de Resgate (Sevor). 

A instituição, com sede em João Monlevade, atende ocorrências na cidade, na rodovia e em municípios vizinhos e não concorda com as regras da corporação que estão previstas na Lei 22.839/2018. Entre os itens estão a obrigatoriedade de atendimento 24h por dia com médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem nas ambulâncias. 

Além disso, a legislação prevê que os veículos não sejam pintados em vermelho, cor específica ao Corpo de Bombeiros, e que os uniformes se diferenciem das fardas usadas pelos militares. “Nós vamos entrar com uma liminar para flexibilizar alguns pontos da lei e tentar voltar a funcionar”, explicou o presidente do Sevor, Renato Carvalho. "Nossa renda não chega a R$ 6 mil. Não vamos conseguir atender, de imediato, o que o Corpo de Bombeiros está impondo", acrescentou; 

Para o gestor, enquanto não houver uma definição sobre o caso, a população ficará desguarnecida pois não há unidade do Corpo de Bombeiros em João Monlevade. “A unidade mais próxima é em Itabira. O tempo mínimo para deslocamento é de 1h30. A gente ainda consegue atender ocorrências de atropelamento, acidentes domésticos e nas estradas”, explicou. 

O Corpo de Bombeiros foi procurado e informou que as mudanças previstas na lei são para garantir a "qualidade mínima no atendimento à população". Conforme a corporação, as exigências tambem atendem normas do Ministério da Saúde.