Um servidor público federal efetivo do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (SP) está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por fraudar, em junho deste ano, o concurso do TRT da 3ª Região, na capital mineira.

Conforme o MPF, com o acusado foi apreendido um “botão espião micro câmera filmadora com 8 GB”, capaz de captar vídeo com áudio em formato digital e fotografias. O orgão suspeita que ele seja integrante de uma organização criminosa especializada em fraudar concursos públicos.

Fraude

O crime, segundo o MPF, aconteceu em 26 de junho, quando o servidor se apresentou para realizar provas do concurso para Analista Judiciário do TRT-3. Segundo a denúncia, ele portava um dispositivo eletrônico destinado à captação de vídeo, oculto em um dos botões da camisa que vestia, por meio do qual registrava o conteúdo do caderno de provas.

Um dos fiscais de sala percebeu a fraude e comunicou os fatos à Coordenação do Concurso. Após o término da prova, o servidor foi levado a uma sala, onde, depois de revista pessoal, foi encontrado o dispositivo eletrônico. Ele foi preso e autuado em flagrante. No “botão espião", peritos encontraram três registros audiovisuais com imagens do caderno de provas do concurso.

Ainda conforme o MPF, cerca de 30 dias antes do crime um pessoa procurou o Centro de Apoio Operacional Criminal do MPF de Goiás e denunciou que o servidor encabeçava uma organização criminosa especializada em fraudes em concursos públicos e que o grupo iria tentar fraudar a prova para analista judiciário do TRT da 3ª Região.

Se condenado, ele pode pegar de 1 a 4 anos, com aumento de 1/3 por ser funcionário público.