Cerca de 50 servidores da Segurança Pública do Estado realizam uma manifestação na tarde desta terça-feira (8), na Cidade Administrativa, após o governador Romeu Zema divulgar a escala de pagamentos para o salário de dezembro. 

Presentes no ato, diversos representantes de entidades como o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindipol-MG), o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindepominas) e associações da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros no Estado, refutam a escala divulgada, já que o valor da primeira parcela foi menor do que o praticado anteriormente às categorias. 

Além disso, os policiais também reivindicam a divulgação da escala de pagamentos do 13° salário, que tem se arrastado desde o ano passado. 

Sobre o parcelamento dos salários de dezembro, Zema anunciou nesta terça que ele será pago em três parcelas este mês, sendo a primeira no valor de R$ 2 mil no dia 14, a segunda no dia 21 (somente para Segurança e Saúde) e a terceira no dia 28 de janeiro. 

Segundo o Sindipol, o parcelamento dos salários que foi praticado no ano passado trazia o valor de R$ 3 mil na primeira parcela e não de R$ 2 mil como vai acontecer este mês, o que deixou os servidores insatisfeitos. Além disso, a remuneração será paga em três parcelas, sendo que no ano passado, era feita em duas. 

As assessorias da Polícia Militar e Polícia Civil informaram que não vão se manifestar sobre a mobilização dos servidores na Cidade Administrativa. 

Risco de paralisação 

O deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT), que acompanha a manifestação representando os policiais e bombeiros militares, conta que as mobilizações vão continuar até que a situação seja resolvida. "Chegamos aqui pela manhã, e depois houve o anúncio do parcelamento do salário de dezembro. Vamos continuar as mobilizações e não vamos dar refresco para o governador enquanto a situação não for resolvida, inclusive sobre o 13°. Entendemos que está no início deste governo, mas infelizmente os servidores já estão chegando no limite", conta. 

Ele ainda alerta para a possibilidade de uma paralisação por parte das categorias. "Este risco existe e há a possibilidade do que chamamos de uma ruptura institucional. Porque o único instrumento que os servidores têm para pressionar é a greve, mas os militares não podem fazer greve, só que agora estamos caminhando para uma situação insustentável. Pode chegar o momento em que as tropas tenham uma reação natural de paralizar as suas atividades", conclui. 

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