Os servidores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) decidiram entrar em greve a partir desta quinta-feira (30) em todas as unidades do Estado. A ação é motivada pelo atraso no pagamento da segunda parcela do salário de julho, que deveria ter sido paga na segunda-feira (27). 

Com o ato, 70% dos cerca de 3500 trabalhadores do instituto na capital e interior vão interromper as atividades, incluindo o hospital do Ipsemg, Centro Médico e a Gerência Odontológica. A escala mínima exigida por lei, de 30%, será mantida. De acordo com Maria Abadia de Souza, presidente do Sindicato dos Servidores do Ipsemg, o governo estadual age com 'postura discriminatória e desrespeitosa' ao pagar apenas algumas pastas do funcionalismo público. 

Ainda segundo o sindicato, a categoria encontra-se em estado de greve desde o mês de maio, quando começaram os atrasos no pagamento dos salários. O estado de greve permite, por lei, que a instituição inicie greve a qualquer momento, sem cumprir as 72 horas de aviso. "As pessoas estão revoltadas, sem dinheiro para comprar comida. É uma situação de miséria", afirmou Maria Abadia. 

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Planejamento e Gestão e aguarda retorno. 

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