O atendimento em alguns setores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) está prejudicado nesta sexta-feira (23) após médicos, enfermeiros e funcionários do administrativo deflagrarem greve por tempo indeterminado. A categoria, dentre outras reivindicações, exige melhorias nas condições de trabalho, como aumento salarial, fim do escalonamento dos vencimentos e contratação de mais servidores.

O Sindicato dos Servidores do Ipsemg (Sisipsemg) garantiu que está mantida a escala mínima. Com isso, mesmo com a paralisação, os casos graves de urgência e emergência estão sendo atendidos. Além disso, os pacientes que estavam internados continuam recebendo assistência médica. A adesão do protesto não foi divulgada.

O movimento foi acertado na última terça-feira após assembleia realizada na porta do hospital. Na quinta-feira (22), representantes do Ipsemg e do Governo se reuniram para discutir as reivindicações da pauta de greve da categoria. Porém, sem acordo, os servidores decidiram manter o ato.

Uma nova assembleia foi marcada para a próxima quarta-feira (28), quando os servidores irão decidir os rumos do protesto.

Proposta

De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, o Governo de Minas Gerais enviou, nesta sexta-feira (23), ofício ao Sindicato dos Servidores do Instituto de Previdência de Minas Gerais (Sisipsemg) propondo a implantação da ajuda de custo para a categoria nos mesmos moldes da que foi oferecida aos servidores da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) e Fundação Hemominas. Essa é a única alternativa existente para atender os trabalhadores do Ipsemg sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Na próxima segunda-feira (26), representantes do Governo e do sindicato dos servidores do Ipsemg voltam a se reunir, às 9h, na Secretaria de Planejamento e Gestão, na Cidade Administrativa, para tentar chegar a um consenso sobre a proposta e, assim, encerrar o movimento grevista.

Segundo a assessoria, a diretoria do Ipsemg informou que a paralisação só ocorreu em Belo Horizonte e com baixa taxa de adesão. No interior, todas as unidades da instituição continuam funcionando normalmente.