Os trabalhadores da saúde do Estado de Minas Gerais decidiram entrar em greve a partir de quinta-feira (7), após assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (4). O atendimento em unidades hospitalares importantes em casos de emergência e urgência, como Pronto-Socorro João XXIII, Hospital Infantil João Paulo II e Maternidade Odete Valadares, poderá ser reduzido.

A paralisação irá afetar os hospitais administrados pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), a Fundação Ezequiel Dias (Funed), a Fundação Hemominas, a Escola Pública de Saúde, a Secretaria de Estado de Saúde e a área de saúde da Unimontes.

Hospital João XXIII -HPS - Eugênio Moraes/Arquivo Hoje em Dia

Hospital João XXIII é gerenciado pela Fhemig

De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde/MG), um comitê de greve irá propor uma escala mínima para cada unidade onde houver paralisação. Uma nova assembleia foi agendada para 15h de quinta-feira, na Cidade Administrativa.

Os trabalhadores querem os mesmos termos da negociação que os servidores da segurança têm com o Governo, além de gratificações e que as unidades de saúde não sejam administradas por organizações sociais (OS).

De acordo com a Fhemig, em caso de paralisação, por se tratar de serviços de saúde, é garantida uma escala mínima de servidores para o atendimento à população. 

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas informou que em relação ao indicativo de greve do SINDSAÚDE, o governo tem recebido a entidade representativa dos servidores do Sistema Saúde, sempre que solicitado. "Está previamente agendada reunião do referido Sindicato com o Secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Otto Levy, no dia 07/11/2019, para tratar da pauta deliberada em assembleia-geral, ocorrida em 21/10/2019", explica.

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