O Shopping Oiapoque, o maior do segmento em Belo Horizonte, montou uma operação de guerra para reabrir as portas nesta segunda-feira (25). Após ficar mais de dois meses fechado por causa da pandemia do novo coronavírus, o espaço adotou medidas rígidas para evitar a contaminação pela Covid-19. 

Se antes até três mil pessoas podiam circular simultaneamente nas diversas galerias, esse número, agora, foi reduzido para 507. A entrada e saída do público é controlada com fichas. Além disso, os consumidores são orientados a não ficar mais do que 30 minutos nas dependências do shopping. 

Antes de conseguir entrar, o público tem a temperatura medida. Acima de  37,2ºC, o consumidor é barrado. Álcool em gel também é borrifando nas mãos de todos. Nas galerias, apenas metade das lojas estão funcionando.  

Segundo o sócio-diretor do shopping, Mário Valadares, o rodízio dos estabelecimentos foi uma das formas encontradas para evitar a aglomeração. “Cada dia uma loja está autorizada a abrir, e abre dia sim dia não. Além disso, há sinalização no chão indicando até onde o comprador pode se aproximar da loja”, explicou.  

Lotação 

Longas filas se formaram do lado de fora do Oiapoque durante a manhã. Grades foram instaladas para organizar o público e seguranças também orientaram os consumidores sobre as novas normas. “O problema é que muitos não sabiam que o shopping iria abrir somente às 11h e chegaram aqui antes das 9h”, detalhou Valadares. 

Conforme o gestor, o shopping popular também tem investido na tecnologia para driblar  a crise. No período que esteve fechado, as vendas estavam restritas às televendas pelo WhatsApp e Instagram. Agora, a direção está investido no e-commerce. “O site está sendo reformulado e deve entrar em funcionamento na semana que vem”, adiantou Valadares. 

Um aplicativo também foi adaptado para indicar as lojas para o público. “Assim, a pessoa já é orientada a que caminho seguir para chegar na loja que deseja”. 

Prejuízo 

Há 15 anos, a empresária Ana Paula Carvalho, de 40 anos, tem um box de brinquedos no shopping. No período, nunca enfrentou uma crise tão severa. “Meu faturamento caiu quase 100%. Fui obrigada a suspender os contratos dos meus cinco funcionários. Hoje, abri com a ajuda de uma amiga. A situação está desesperadora”, disse. 

Com a abertura da loja, ela pretende pelo menos conseguir pagar os salários dos empregados. “Espero que as vendas normalizem, porque quando os funcionários voltarem, terão estabilidade. Não quero mandar ninguém embora depois desse período, mas o dinheiro tem que entrar”, declarou. 

Na loja de Ana Paula todos os brinquedos são esterilizados com álcool para matar o coronavírus. “Cada um tem que fazer sua parte para que o comércio não volte a fechar”.

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