O garoto prodígio de Paracatu, estudante de escola pública e de família humilde, sensação nas redes sociais pela façanha de ter sido aceito em sete das principais universidades dos EUA, já se prepara para a nova vida em Harvard, onde terá bolsa de estudos integral e ainda um auxílio financeiro.

Em entrevista ao Hoje em Dia, o mineiro Arthur de Oliveira Abrante, de 18 anos, disse que estudar em uma das maiores universidades do mundo, significa "um monte de oportunidades". Segundo ele, não precisar escolher o curso em que se formará antes de completar os primeiros dois anos de faculdade é uma ótima forma de conhecer melhor a área de tecnologia e explorar diferentes engenharias.

O estudante também foi selecionado para ingressar nas universidades de Stanford, Amherst College, Tufts, Wesleyan, Lafayette e Evansville. Com tantas ótimas opções, ele diz que não foi fácil decidir para onde ir.

Após pensar bastante e avaliar as opções, Arthur ficou entre Stanford e Harvard, e acabou optando pela segunda. "Escolhi Harvard por vários fatores, mas, principalmente, pela comunidade brasileira que estuda lá e pela cidade. Boston é uma cidade universitária, tem muita coisa legal pra fazer e tem tudo por perto. Além disso, meus amigos que também vão estudar fora estarão em cidades próximas a Boston e é importante ter os amigos por perto", conta.

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O jovem, que deve se mudar para os Estados Unidos no final de agosto, se mostra ansioso com o que enfrentará. "Estou apreensivo porque não sei como é o ritmo. Sei que é muito difícil, então tenho medo de ir mal", diz. E completa confiante: "tenho medo de me sentir deslocado, porque é um mundo diferente, mas estou bem feliz e com o tempo sei que tudo vai ser normal."

Bolsa

Segundo Arthur, no processo de inscrição, além do histórico escolar, são enviados também os documentos referentes aos recursos financeiros.

Assim, junto com a resposta de aceitação para ingresso na Universidade, vem a informação sobre a bolsa.
 
"Eles têm uma filosofia que é: paga quem pode", explica. O estudante, por exemplo, recebeu bolsa de estudos integral, além de recursos para passagem, moradia e alimentação.

Estudos

Além de sempre ter se dedicado muito aos estudos, Arthur sentiu necessidade de aprender inglês. Como não tinha condições para se matricular em um curso, ele aprendeu a língua sozinho e se tornou fluente em três anos.

No entanto, o estudante lembrou que, tão importante quanto a escola são as atividades extracurriculares.

"A dica que eu posso dar é basicamente: aprender inglês é muito importante, mas ache algo que você goste de fazer e se dedique. No mais, trabalhe duro que dá certo", conclui.

(* Com Mariana Durães)