Para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, o arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira Azevedo, orientou que as missas deixem de ser celebradas com a presença dos fiéis e muitas igrejas passaram a transmitir as celebrações pelas redes socias. 

Em São João del Rei, no Campo das Vertentes, conhecida pelo som dos sinos, os católicos ganharam um alento a mais em tempos de confinamento. Desde a última sexta-feira  (20), os símbolos religiosos e de grande riqueza cultural, são tocados três vezes ao dia, convocando os moradores para um momento de oração pelo fim da pandemia.

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A iniciativa partiu do bispo diocesano, Dom José Eudes Nascimento e do padre Geraldo Magela da Silva.“Dentre as inscrições que tradicionalmente se encontram em nossos sinos lemos esta ‘laudo Deum, populo voco, pestem fugo’ que se traduz como ‘louvo a Deus, chamo o povo, afugento a peste’. Tal finalidade dos sinos, chamando o Povo de Deus à oração fervorosa por livramento das epidemias, nos inspirou a determinar que, desta data em diante, os sinos das igrejas de nossa Diocese nos convoquem a elevar a Deus uma prece humilde e confiante, rogando o fim da presente pandemia. Este convite à oração se dirige não só aos católicos, mas a todas pessoas de boa vontade que queiram se irmanar conosco nesta súplica comum”, destacam os sacerdotes.

Na cidade, o toque da penitência, tocado pela última vez em 1918, durante a gripe espanhola, que matou 50 milhões de pessoas ao redor do mundo, pode ser ouvido às 12h, 15h e 18h nas 42 paróquias que fazem parte da Diocese de São João del-Rei.

"E muito triste a gente não poder sair de casa nem para ir a missa, mas quando os sinos tocam é o momento que a gente tem para convsersar com Deus e pedir para essas coisas ruins passem bem depressa", disse a aposentada Aparecida do Carmo"