No sistema prisional de Minas Gerais existem 307 pessoas infectadas pela Covid-19 neste momento, de acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Entre os pacientes, 304 estão cumprindo quarentena em unidades reservadas como “porta de entrada” para o sistema penitenciário, para evitar que o novo coronavírus chegue àqueles que já cumprem pena há mais tempo.

De acordo com a secretaria, os detentos com diagnóstico positivo para Covid são acompanhados pelas equipes de saúde das unidades, assintomáticos ou com sintomas leves da doença. “As alas em que se encontram foram isoladas, desinfectadas e todos servidores e demais detentos dos locais usam máscaras de forma preventiva”, informou a Sejusp.

Há ainda dois detentos infectados que cumprem prisão domiciliar, monitorados por tornozeleira, e um custeado que teve de ser internado em um hospital de Belo Horizonte.

Até o momento, sete mortes por coronavírus foram confirmadas no sistema prisional mineiro. Foram elas: no Ceresp Belo Horizonte I (Ceresp Gameleira); no Presídio Ribeirão das Neves I (Presídio Inspetor José Martinho Drumond); no Presídio Divinópolis I (Presídio Floramar); no Ceresp Juiz de Fora I; no Presídio Sete Lagoas I (Presídio Promotor José Costa); no Presídio Uberlândia I; e no Presídio São Joaquim de Bicas I.

Uma morte ainda é investigada. Um detento morreu nesta terça-feira (8) na Penitenciária Uberaba I, após ser tratado para um caso de bronquite. Um teste rápido teve resultado negativo para Covid, mas foi colhido material para um exame PCR (que verifica a presença genética do vírus), para verificar se o detento tinha o novo coronavírus. De maneira preventiva, os custodiados que dividiam cela com o interno se encontram isolados dos demais.

Protocolos

O sistema prisional em Minas tem 60 mil custodiados. Para evitar que a doença se espalhe pelos detentos, o Estado criou as 30 Unidades portas de entrada, que funcionam como centros de triagem e portas de entrada para novos custodiados do sistema prisional. A transferência só acontece após um período de quarentena.

Além disso, foram suspensas as visitas e houve um reforço na inspeção de kits entregues aos detentos. Caso presos apresentem sintomas da Covid-19, deve-se realizar isolamento imediato, exames e, em caso de confirmação, tratamento segundo protocolo da área da Saúde.

“Em todas as unidades em que há presos com Covid-19 confirmados, a desinfecção do ambiente também é imediata e todos os demais detentos passam a usar máscaras, de forma preventiva”, afirmou a Sejusp.