Clonar sites ou até mesmo criar domínios que remetem aos nomes de órgãos públicos. A ousadia dos criminosos não tem limites. Em meio ao aumento das ocorrências de estelionato praticado pela internet, bandidos aproveitam que, por causa da pandemia de Covid-19, mais pessoas passaram a comprar na web e multiplicaram-se as páginas falsas.

A Operação Falso Martelo, deflagrada em 22 de outubro em Minas Gerais e no Distrito Federal, visou a combater uma organização criminosa suspeita de lançar mão de sites falsos que simulam pertencer aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). Para atrair as vítimas, anúncios de supostos "leilões extrajudiciais de veículos apreendidos".

Um dos domínios remetia ao Detran mineiro. Segundo o delegado Glauco Seguro, da Polícia Civil de Carangola, na Zona da Mata, a página falsa continha as insígnias do governo do Estado. "São várias as estratégias utilizadas pelos criminosos para passar a imagem de confiança".

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) também alerta para o uso indevido do nome da instituição na web. Além de carros, os criminosos estariam oferecendo imóveis, máquinas, equipamentos industriais e até obras de arte a preços baixos.

"A facilidade de registrar uma página na internet contribui para a multiplicação desse tipo de golpe, que vem ocorrendo às centenas em todo o país", destaca o juiz auxiliar e superintendente adjunto de planejamento da Corregedoria-Geral do TJMG, Eduardo Gomes dos Reis.

Em nota, o Detran-MG informou não realizar leilões virtuais. Os veículos leiloados pelo Detran-MG são provenientes de apreensão ou remoção, não reclamados por seus proprietários no prazo de 60 dias, conforme artigo 328 do Código de Trânsito Brasileiro. Todos os pregões são organizados diretamente pelas comissões de leilão das Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) da PCMG, e têm edital publicado no site oficial www.detran.mg.gov.br, onde podem ser conferidos os dados dos lotes; pátios; dias; horários de visitação e as respectivas regras.

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