A situação da dengue em Minas é mais delicada em quatro municípios: Ubá (Zona da Mata), Bom Despacho (Centro-Oeste), Governador Valadares (Leste) e Pará de Minas (Central). O último LIRAa realizado nessas cidades estava elevado e o número atual de casos preocupa, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Em Ubá, o surto levou a prefeitura a decretar situação de emergência. Segundo o secretário de Saúde, Cláudio Ponciano, só entre dezembro e janeiro, a cidade registrou cerca de 4 mil casos de dengue, entre confirmados e notificados.

A falta de água provocada pela seca multiplicou os criadouros. “As pessoas passaram a armazenar água de maneira irregular”, diz.

Com o decreto, a administração poderá contratar 30 agentes de endemias, que se somarão aos 34 atuais. Também há 90 agentes de saúde da família e 20 funcionários de serviços gerais. Eles terão a meta de visitar de 53 mil imóveis. Segundo Ponciano, R$ 234 mil foram disponibilizados pelo Estado.

Em Bom Despacho, o último LIRAa apontou um índice de 5,4%, o que caracteriza situação de alto risco. Estima-se que 90% dos focos estejam nas casas. Para a vistoria de 20 mil imóveis, a prefeitura contratou 30 profissionais.

Mesmo assim, o desafio é grande: são 55 homens envolvidos no trabalho. Cada um seria responsável por mais de 360 pontos. Até o momento, R$ 106 mil foram repassados pelo Estado, valor considerado insuficiente pela prefeitura.

 

Leste

Em Valadares houve queda no último LIRAa, mas o índice ainda é alto: 4,9%. O que não mudou foram os locais de incidência: 85% dentro das casas. O município aumentou o número de agentes comunitários. Ao todo, 133 mil imóveis deverão ser visitados.

Em Pará de Minas, o prefeito Antônio Júlio diz que a situação é de alerta há um ano e meio. Em 2015, foram 229 casos. Nesta semana haverá reforço nas varreduras em 45 mil imóveis.