A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) de Belo Horizonte entregou na tarde desta terça-feira (29) um pedido de liminar à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG), pedindo a retomada da coleta de resíduos domiciliares na capital. Desde a noite dessa segunda-feira (28), a coleta de lixo na cidade está suspensa devido a uma decisão da Justiça do Trabalho que proíbe garis de serem transportados no estribo dos caminhões. 

A SLU participa de uma reunião na sede da SRTE-MG para tentar solucionar o problema. De acordo com o município, ainda não há previsão para a normalização do serviço.

Enquanto isso, lixeiras com sacolas e sacos pretos, papelão e vários outros resíduos podem ser vistos em diferentes ruas da capital. Só no bairro Santa Efigência, região Leste de BH, a reportagem contou 13 pontos nas ruas Padre Rolim, Ceará, Maranhão, avenidas Carandaí e Bernardo Monteiro, dentre outras vias.

O problema também foi constatado na rua Marechal Bitencourt, no bairro Gutierrez, região Oeste da cidade, onde dezenas de sacos de lixo se acumularam nas portas dos prédios. Em Venda Nova, vários moradores estão indignados com a situação.

A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) confirmou que a coleta está suspensa cumprindo decisão judicial, que proibiu o transporte de garis nas traseiras dos veículos coletores. Em nota, o órgão declarou que precisa de tempo para adequar-se as novas normas e, por isso, tenta derrubar a sentença para que o serviço volte a ser prestado na cidade.

Mudança

A partir de agora, as empresas responsáveis pela coleta de lixo na capital – uma pública e três terceirizadas – serão processadas civil e criminalmente em caso de acidentes com os funcionários. Segundo a SRTE, a decisão foi tomada após fiscalizações nos prestadores de serviço iniciadas em outubro. Os auditores visitaram os locais para análise de documentos, observaram o trabalho nas ruas e conversaram com os coletores.

Além da falta de treinamento adequado dos trabalhadores e do risco de atropelamento, segundo os fiscais, os equipamentos de proteção individual (EPIs) foram considerados inadequados. Foram encontradas irregularidades referentes ao descumprimento das leis trabalhistas e de segurança e saúde. condições de higiene também foram consideradas precárias nas instalações das garagens.

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