Pelo quarto dia consecutivo, bombeiros e brigadistas tentam apagar um incêndio que já destruiu boa parte do Parque Nacional da Serra do Cipó, na região Central de Minas. A preocupação é preservar a fauna e a flora da região e garantir a segurança dos moradores de distritos de Santana do Riacho.

Mas a tarefa é complicadíssima. De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara, os militares têm de lidar com terrenos acidentados, ventos e um calor que pode chegar a 70°C, quando há uma aproximação com as chamas. "Por isso é fundamental todo um planejamento e serviço de apoio às operações", disse o tenente, lembrando que o combate conta com aeronaves que lançam água sobre o fogo. 

Veja vídeo:

Em alguns pontos do parque onde há ocorrência de chamas, os militares só conseguem chegar de helicóptero. E devem ainda carregar uma bolsa de 30 quilos onde está o equipamento usado para apagar as chamas.

O calor intenso e a umidade baixa contribuem para a formação de incêndios em Minas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, nesta quinta-feira (1º), somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram registrados 68 chamados relativos a incêndios florestais.

Leia mais:
Incêndio sem controle já consumiu 1,8 mil hectares de vegetação na Serra do Cipó