O auxiliar de educação física suspeito de cometer abuso sexual contra uma criança de apenas 3 anos no Colégio Magnum  trabalhava há pelo menos dois anos na escola, segundo um pai de outro estudante da instituição de ensino, o engenheiro Júnior Lopes, 52, que tem dois filhos de 7 e 13 anos estudando na escola.  

"O que sei é que trabalhava aqui há cerca de 2 ou 3 anos. A relação dele com meus filhos era normal, de um profissional que ajudava. Ele (suspeito) ia nas festas dos colegas para atuar como árbitro nos jogos, as famílias levavam ele para fazer o lazer das crianças", contou.

Ainda segundo Lopes, o mais velho não acredita que o suspeito tenha cometido o crime. "Ele (meu filho) tinha contato com o suspeito diariamente e disse que não acredita nisso, que ele era muito gente boa".  

O pai defende ainda que o colégio é tão vítima quanto as famílias. "A gente sabe que essas pessoas, psicopatas, agem como pessoas exemplares no trabalho. Espero da escola o que já estão fazendo, dar apoio às famílias. Sei que a direção e os funcionários são pessoas muito sérias, responsáveis. Meus filhos vão continuar estudando aqui", defende.

Na última semana, a Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso. Segundo boletim de ocorrência, de 28 de setembro, a mãe foi até uma delegacia para denunciar que o filho teria sido violentado. No depoimento, a mulher alegou “que seu filho ficava tentando beijar sua boca, atitude não comum entre mãe e filho” e que, ao questionar o comportamento, ele respondeu que teria aprendido isso com o suspeito.

Ainda de acordo com a mãe, o aluno "foi forçado a tocar no pênis do autor e que o autor tocou no pênis da vítima”. De acordo com a Polícia Militar, a mãe voltou a questionar a criança, que, por sua vez, fez gestos indicando que teria feito sexo oral com o rapaz. Os  pais do menino suspeitam que abusos aconteciam há cerca de 5 meses.

Nesta segunda-feira, a Polícia Civil (PC) divulgou uma nota em que informa que as investigações sobre denúncias de estupro de vulneráveis que teriam acontecido na escola já estão em andamento.

"A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente realiza várias diligências para coleta de dados, procedendo com escutas especializadas realizadas por psicólogos, como o caso requer, visando o esclarecimento total para remessa à Justiça.  A delegada responsável pelo caso, Thais Degani, lembra que inquéritos policiais que envolvem menores de 18 anos devem ser mantidos em sigilo", completou a instituição policial.

Também por meio de nota, o colégio informou que, "a direção da escola ouviu os relatos dos pais sobre a mudança de comportamento do filho e sobre a conduta de um colaborador. Imediatamente, foram colocadas à disposição da família as assessorias jurídica e psicológica, e o profissional envolvido foi afastado de suas funções para auxiliar na transparência das apurações".

Confira a nota do Colégio Magnum na íntegra:

"Nesta sexta-feira, 4 de outubro, a direção da escola ouviu os relatos dos pais sobre a mudança de comportamento do filho e sobre a conduta de um colaborador. 

Imediatamente, foram colocadas à disposição da família as assessorias jurídica e psicológica, e o profissional envolvido foi afastado de suas funções para auxiliar na transparência das apurações.

No domingo, todos os gestores e coordenadores de Ensino e Formação da instituição estarão reunidos para estabelecerem medidas de apoio aos familiares e ao corpo discente, em relação ao caso. Também foi agendada uma reunião com os pais da turma do aluno, que será realizada na segunda-feira, 7 de outubro.
 
A instituição está à disposição dos órgãos competentes e empenhada para que tudo seja esclarecido com urgência e celeridade".

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