A motocicleta encontrada na casa do empresário Edison Brittes, principal suspeito pela morte do jogador de futebol Daniel Freitas, está no nome de um traficante de drogas preso. Agora, a ligação entre Brittes e o criminoso será investigada pela Polícia Civil do Paraná. 

O veículo Honda CBR 1000R, placas AVB 3001, de São José dos Pinhais (PR), está no nome de Celso Alexandre Pacheco Quevedo, detido por tráfico na Casa de Custódia da cidade, na Grande Curitiba. No nome dele há 12 processos - dez deles no Paraná. A moto está bloqueada desde 2016, por falta de pagamentos de multas e IPVA. 

De acordo com a Justiça, Quevedo foi detido pela Polícia Federal por "associação para tráfico de drogas em São José dos Pinhais com ramificações nos Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso".

Segundo Amadeu Trevisan, delegado responsável pelo caso, a apuração sobre o relacionamento entre o empresário e Quevedo só deve ser feita após o encerramento do inquérito sobre o homicídio do atleta, que foi espancado, cortado e teve o pênis decepado. 

Brittes, que confessou o crime, está preso. Ele afirmou que Daniel tentou estuprar a mulher do empresário, Cristiana. Ela e a filha, Allana, também estão detidas. A polícia desconfia da versão da família porque, na noite do crime, o jogador estava embriagado demais para tentar o ataque sexual.

"Ninguém anda com uma moto de um patrão do tráfico assim", afirmou o promotor Milton Sales, que acompanha a investigação. O Ministério Público pretende instaurar dois inquéritos para investigar os fatos. 

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