Um homem suspeito de matar a ex-companheira a facadas foi condenado pelo Tribunal de Júri de Barbacena, na região Central de Minas, a 18 anos de prisão em regime fechado e a decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
 
Conforme denúncia do Ministério Público, Cláudio André Pires vivia há 14 anos com a vítima quando começou um relacionamento extraconjugal com outra mulher. Após descobrir o caso do marido, a ex-companheira decidiu pôr fim à união. Mas, Cláudio André não aceitou o fim da relação e, no dia 25 de outubro de 2009, foi até a casa da mulher com pretexto de levar dinheiro para os filhos.
 
Ao chegar, pediu para que as duas filhas presentes na sala fossem para o quarto para que pudesse conversar com a mãe delas. As meninas se retiraram e, em seguida, ele começou a agredir a ex-companheira. Um dos filhos tentou socorrer a mãe, mas foi atacado e teve de fugir. Em decorrência dos ferimentos, a mulher faleceu.
 
Em primeira instância, Cláudio André foi condenado por homicídio triplamente qualificado, mas recorreu da sentença alegando que algumas atitudes da vítima tinham contribuído para o crime. Já o Ministério Público recorreu pedindo o aumento da pena. No entanto, o relator do processo na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), negou provimento aos dois recursos.
 
Ele ressaltou que a Justiça tem um importante papel no contexto social contemporâneo e não pode ficar inerte frente à banalização da violência. “O Judiciário, em suas decisões, precisa ter sensibilidade para compreender que, efetivamente, a sociedade, cada vez mais, está sendo agredida das mais diversas maneiras. É preciso, pois, diminuir a sensação de impunidade”, ponderou. Como exemplo, o magistrado destacou o aumento do número de homicídios dolosos.
 
Além dele, votaram pela manutenção da sentença de primeira instância os desembargadores Kárin Emmerich e Silas Vieira.