Antônio Azevedo dos Santos, de 47 anos, acusado de matar Guilherme Elias Veisac, de 32, namorado de sua ex-mulher, conhecia a rotina do casal. As informações sobre a investigação do caso foram repassadas nesta terça-feira (27) pela delegada Fabíola Oliveira. Ela esclareceu que o acusado, quando casado, já foi síndico do prédio em que o crime ocorreu e que por isso tinha acesso às câmeras de segurança.

Imagens de câmera de segurança mostram a movimentação de Santos na parte externa do prédio em que mora a ex-mulher. A vítima estava separada dele desde janeiro deste ano, sendo que há três meses teria iniciado um namoro com Veisac. "Ele (Antônio) recebia as imagens pelo celular, e se aproveitou disso para monitorar toda a rotina da ex-mulher”, explicou a delegada. 

A Polícia Civil de Minas Gerais solicitou à Justiça a prisão temporária do empresário Santos.Antônio é um empresário de classe média alta, por isso temos o receio de que ele fuja do estado ou até mesmo do país. Já encaminhamos ofício à Polícia Federal solicitando apoio a fim de impedir essa fuga”, ressaltou Fabíola. O jovem foi morto com um tiro no tórax, na madrugada do dia 18 deste mês, no bairro Jardim Atlântico, região da Pampulha, em Belo Horizonte.

A ação

No dia do crime, Antônio estava a caminho de Nova Serrana quando viu, por meio de imagens de câmeras de segurança, a ex-mulher chegando ao prédio com o namorado. Inconformado com a situação, o suspeito retornou a Belo Horizonte.

Segundo a delegada, por volta de quatro horas da madrugada, Antônio chegou ao prédio, desligou as câmeras de segurança e cortou a tela de proteção da área privativa que dá acesso ao apartamento da ex-mulher. Conforme apurado, as vítimas estavam dormindo quando foram surpreendidas por Antônio, que disparou contra o peito de Guilherme. Antes de ir embora, o suspeito ameaçou a ex-mulher dizendo que isso aconteceria com todos os homens com quem ela se relacionasse. Ele ainda levou os celulares e o telefone fixo da casa com o intuito de dificultar o contato da mulher com a polícia.

Na fuga, o investigado acabou esquecendo no prédio as chaves do carro e a sacola com as ferramentas utilizadas para invadir o apartamento. A polícia ainda não sabe como o acusado realizou a fuga, mas suspeita de que ele possa ter acionado um táxi ou Uber.

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