A soltura de um preso por engano está sendo investigada pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi). Leandro Dantas de Freitas foi liberado na noite de sábado (21), do Presídio Regional de Montes Claros, no Norte de Minas. Ele é suspeito de matar a ex-namorada Sara Teixeira de Souza, de 35 anos, em 5 de agosto do ano passado. Conforme a Suapi, foi instaurado um procedimento interno para apurar as responsabilidades pela soltura indevida do detento.
 
Essa não é a primeira vez que confusões são feitas nos processos respondidos por Leandro. Na época do assassinato, outra mulher havia prestado queixa contra o rapaz e conseguiu uma medida protetiva. No entanto, o documento foi expedido em nome de Sara.
 
Seis meses antes de ser morta, Sara também havia conseguido na Justiça uma medida protetiva em cumprimento à Lei Maria da Penha contra Leandro. O advogado do suspeito, Otávio Rocha, explicou que essa restrição foi anulada somente agora. Os funcionários da Suapi teriam, então, feito alguma confusão e entendido que deveria libertar o suspeito.
 
“Até o momento, ninguém entrou em contato comigo informando que houve um equívoco. Também ninguém havia informado antes que o Leandro seria libertado”, afirmou Rocha. De acordo com ele, caso seja pedido, o seu cliente irá se apresentar novamente ao presídio.
 
No entendimento do advogado, Leandro deveria estar passando por um tratamento e não preso em uma penitenciária. “Ele estava afastado pelo INSS há mais de 3 anos por sofrer de dependência de entorpecentes. Por causa disso, o Leandro tem eventuais pertubações da consciência e não existe a menor condição dele continuar no presídio. Porém, até hoje, não analisaram o pedido para que ele possa fazer o tratamento”, frisou. 
 
O crime
A estudante de medicina Sara Teixeira de Souza, de 35 anos, foi assassinada a facadas, dentro de seu apartamento, na manhã do dia 4 de agosto de 2015, em Montes Claros. O principal suspeito do crime é o ex-namorado da vítima, identificado como Leandro Dantas de Freitas.
 
Conforme a Polícia Militar, testemunhas contaram que o rapaz invadiu o apartamento de Sara Teixeira, no bairro Ibituruna. Durante uma discussão, por motivo ainda desconhecido, ele pegou uma faca e deu vários golpes na vítima.
 
Após o assassinato, o suspeito fugiu, mas foi localizado e detido próximo a rodoviária da cidade. O resgate foi acionado para socorrer a universitária, que cursava o 6º período, mas ela já estava morta.