Os taxistas poderão utilizar o corredor Antônio Carlos do Move, que inclui 14,5 quilômetros nas avenidas Antônio Carlos e Pedro I, a partir de hoje. Nos 90 dias iniciais, a liberação será em caráter de teste e terá por objetivo a redução do tempo de viagem em táxis. 

Segundo o superintendente de operações da BHTrans, Fernando de Oliveira Pessoa, poderão utilizar essas pistas taxistas de Belo Horizonte, Ibirité, Contagem, Santa Luzia e Ribeirão das Neves, que sejam conveniados. Os táxis metropolitanos não poderão seguir nesses corredores de trânsito rápido.

Foi imposta uma série de regras para manter a segurança na via. Uma delas é que os taxistas só poderão utilizar o corredor quando estiverem com passageiros. Além disso, embarque e desembarque estão expressamente proibidos na pista. Os carros terão que estar com os faróis ligados, circular pela pista da direita e obedecer a velocidade máxima da via, que é na maior parte do percurso, de 60 quilômetros por hora. Apenas nas proximidades da Estação Pampulha é que a velocidade cai para 30 quilômetros por hora.

“Aqueles taxistas que desobedecerem essas regras serão multados”, afirma Pessoa. Ele ressalta ainda que, como é um teste, a utilização da pista poderá ser proibida inclusive antes do prazo de 90 dias estipulado para tentativa, em caso de haver algum problema no período. 

Além desses corredores de exclusividade para os coletivos, existe ainda o da avenida Cristiano Machado, que não foi liberado porque a pista não é duplicada como a da Antônio Carlos. 

Receptividade
A mudança agrada aos taxistas que agora ficarão mais competitivos. “É uma reivindicação antiga nossa. É mais qualidade de vida para os clientes e para os taxistas que não ficarão presos ao trânsito”, afirma o presidente do Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sincavir), Avelino Araújo.

A BHTrans ainda fará pesquisas sobre ganhos de tempo para os taxistas. Mas um levantamento já realizado com os ônibus entre 18h e 19h (horário de pico) uma viagem do início da Antônio Carlos, pela rua Diamantina, até Confins, a redução de tempo de viagem é de 40% ao percorrer na pista exclusiva.

Ao chegar mais rápido, Araújo acredita que os táxis passam a ser opção de mais passageiros em Belo Horizonte. 

A BHTrans não cogita a liberação da pista para os motoristas de Uber. Uma das justificativas é a dificuldade de diferenciação entre os carros a trabalho e os veículos particulares, segundo Pessoa. 

7,5 mil é o número de táxis que atuam em Belo Horizonte, segundo o sincavir, sindicato da categoria