Tanqueiros adiam greve, mas cobram estados e União por diálogo e redução no preço dos combustíveis

Bernardo Estillac
bernardo.leal@hojeemdia.com.br
26/01/2022 às 16:53.
Atualizado em 30/01/2022 às 01:06
Tanqueiros ameaçam paralisação nacional se valor do diesel não reduzir em 30 dias (Whatsapp/Reprodução)

Tanqueiros ameaçam paralisação nacional se valor do diesel não reduzir em 30 dias (Whatsapp/Reprodução)

Após ameaça de greve, tanqueiros decidem adiar paralisação e cobrar por mais diálogo com governos estaduais e federal sobre o preço dos combustíveis. De acordo com o Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG) a decisão foi tomada nessa terça-feira (25), em reunião com representantes da categoria de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Goiás e Distrito Federal.

Os tanqueiros reivindicam a diminuição no preço dos combustíveis a partir do fim da Paridade dos Preços de Importação (PPI); da extinção do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF); e da redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos estados.

Em Minas Gerais, o pedido do sindicato é para que o governo estadual reduza a taxa do ICMS do diesel de 14% para 12%.

A reportagem questionou a Secretaria de Estado da Fazenda de Minas sobre o pedido de redução do imposto feito pelos tanqueiros, mas, até o momento, não obteve resposta.

De acordo com o presidente do Sindtanque, Irani Gomes, o adiamento da greve levou em consideração uma possível penalização da população, que também sofre com a alta no preço dos combustíveis. Ele fez um apelo para que a categoria seja ouvida pelos estados e União.

"Insistimos para que as autoridades governamentais reconheçam nossos esforços, ampliem os canais de diálogo e adotem as medidas necessárias para atender às nossas reivindicações", disse.

Gomes ressalta que a categoria segue mobilizada e associou o avanço na negociação com os governantes à possibilidade iminente de paralisação.

"A greve não é interessante pra ninguém. Mas, caso as negociações com os governantes não avancem, é uma possibilidade que não está descartada e pode ser deflagrada a qualquer momento".

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