Acusado de assédio sexual por 19 mulheres, o tatuador Leandro Alves Caldeira prestou depoimento à Justiça no Fórum Lafayette, na tarde desta quarta-feira (30). De acordo com o advogado dele, Marcelo Adomiram, o investigado reforçou a inocência e tentou demonstrar que não realizou nada que não estivesse de acordo com o seu ofício.

“A todo momento, ele mostrou tecnicamente que não havia outra maneira em fazer a tatuagem em determinado local sem tocar no seio da cliente. Hoje esteve presente um outro tatuador que também fez uma demonstração técnica sobre o assunto”, afirmou o advogado.

Adomiram afirmou que assumiu o caso depois que o inquérito foi entregue à Justiça e que a assistência jurídica anterior errou em permitir que o cliente deixasse a cidade, quando as acusações chegaram à polícia. Segundo ele, a intenção da defesa não é desmerecer o conteúdo das acusações, mas mostrar que há outro ponto de vista sobre os momentos em que as tatuagens foram feitas.

Caldeira, de 44 anos, está preso desde o dia 31 de março deste ano, quando vieram à tona as denúncias dos supostos abusos, que teriam ocorrido no estúdio de tatuagem do profissional, na Savassi, região Centro-Sul da capital.

No fim do mês passado, a 3ª Vara Criminal BH realizou a primeira audiência de instrução do caso. Na época, várias testemunhas de acusação foram ouvidas pelo juiz responsável pela ação. O processo corre em segredo e, por isso, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não informou o conteúdo do depoimento das vítimas.

As denúncias contra Leandro, que é bastante conhecido no ramo, começaram no início do ano depois que a ativista Duda Salabert fez uma postagem no Instagram sobre a preferência de tatuar com profissionais mulheres. Depois do post, ela recebeu várias mensagens sobre os supostos abusos.

Leia mais:
Tatuador acusado de assediar mulheres na Savassi será ouvido pela 1ª vez nesta quarta